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Brasil
Agricultura

Manejo eficiente da larva-alfinete na lavoura da batata

Segundo o CEPEA ESALQ/USP, os resultados obtidos com a produção de batata em 2019 foram satisfatórios. Há perspectiva de aumento para 2020. Mas, é preciso atenção ao manejo eficiente de pragas na lavoura da batata para garantir a produtividade

Ana Paula Ribeiro de Paula - Engenheiroa Agrônoma

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Dentre as principais causas para perdas de produção, em qualquer cultura que estivermos abordando, as pragas são destaques. E, na cultura da batata, não é diferente. Uma das principais pragas da cultura, a Diabrotica speciosa - larva -, recebe diferentes nomes de acordo com a fase em que se encontra.

Na fase larval, de hábito subterrâneo, possui corpo alongado e fino e sua coloração é esbranquiçada com cabeça e placa anal pretas, o que lhe dá o nome popular de larva-alfinete. Já o adulto, um besouro, é fácil de ser reconhecido em função da coloração esverdeada e três manchas amarelas em cada élitro (asa). É conhecido por brasileirinho, patriota e besouro verde e amarelo.

Os danos causados pelas larvas na lavoura da batata podem ser diretos, com pequenos orifícios no tubérculo, e indiretos como um aumento na facilidade de entrada de patógenos por esses orifícios. Além disso, pode ocorrer a redução da sustentação da planta, causando o tombamento, redução da capacidade de absorção de água e nutrientes, e, consequentemente, redução na produtividade.

Por ser polífaga, ou seja, por alimentar-se em diversos hospedeiros, e extremamente adaptável, essa praga pode ser encontrada durante o ano todo. Algumas das culturas atacadas por essa espécie, além da batata, são: amendoim, alfafa, curcubitáceas, cenoura, mandioca, soja, feijão, tomate, rabanete, tabaco, videira, milho, entre outras. Vale destacar que a cultura da batata é geralmente rotacionada com milho, soja ou feijão, culturas hospedeiras da D. speciosa, tornando o seu controle ainda mais difícil.

 

Manejo eficiente da larva-alfinete

Em relação ao controle da larva-alfinete, o método mais utilizado é via a aplicação de defensívos agrícolas, via tratamento de sementes granulados e pulverização no sulco, considerando o hábito subterrâneo da praga na fase jovem, larva. Dentro do controle biológico, são os fungos entomopatogênicos Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae que ganham destaque. Não podemos esquecer, ainda, do controle cultural, que nesse caso é indispensável. Os restos culturais devem ser eliminados para evitar a permanência do inseto na área. Além disso, pode ser realizado o plantio antecipado de uma cultura hospedeira como lavoura-armadilha ou a utilização de iscas-tóxicas.

Já é de nosso conhecimento a importância da utilização do maior número de técnicas disponíveis em conjunto, em um programa de manejo eficiente de pragas, a fim de manter a população da praga abaixo do nível de dano econômico. Nesse caso, o monitoramento é imprescindível e pode ser feito com o uso de armadilhas luminosas e armadilhas com feromônio. Além disso, uma característica dessa praga é a distribuição em reboleiras, o que facilita o monitoramento.

Conhecer bem as condições da sua área de plantio e implementar as melhores técnicas de controle desde o início da safra, são atividades chave para o manejo eficiente deste importante alvo na cultura da batata.

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