Ao falarmos de doenças nas videiras, o míldio aparece como uma das mais importantes e severas, afetando as folhas e, em casos mais avançados, pode danificar as flores e os frutos. Temperaturas moderadas a quentes e alta umidade são fatores que favorecem o desenvolvimento da doença.
A queda prematura das folhas da videira contribui para um déficit no crescimento dos frutos e, se este for atacado, provoca perdas de produtividade, além de impactar na qualidade, pois diminui o nível de açúcar das bagas. O míldio também pode comprometer a safra seguinte com uma maturação mais lenta interferindo na fisiologia das plantas.
A escolha de um bom espaçamento entre as plantas, a desfolha feita de maneira adequada, a utilização de cultivares mais resistentes e/ou tolerantes e um manejo químico com fungicidas de alta performance são algumas das medidas de controle recomendadas para o bom desenvolvimento da cultura da uva.
Outras doenças como o oídio e a antracnose também podem causar danos significativos ao cultivo da uva. A incidência da antracnose reduz a qualidade e a produtividade das videiras. A doença ataca todas as partes aéreas da planta, como folhas, ramos e frutos. O desenvolvimento do patógeno é favorecido pela alta umidade relativa do ar e pela incidência de ventos frios. Por isso, se as videiras estiverem expostas a essas condições climáticas, recomendamos o plantio de quebra-ventos.
Outras estratégias que devem ser seguidas para o controle da antracnose no cultivo da uva são o uso de cultivares resistentes, a adubação adequada, além do manejo químico com fungicidas de alta performance. É recomendada a utilização de fungicidas multi-sítios na fase de dormência da planta, para auxiliar na eliminação ou redução do inóculo da doença.
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