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Agricultura

Investir no híbrido certo pode potencializar resultados na cultura do milho

A seleção genética é um dos pilares da evolução produtiva do milho cultivado no Brasil e no mundo. Foi a partir desse processo que surgiu o milho híbrido, cruzamento de linhagens puras que reúne na mesma planta as características mais positivas de cada uma delas. 
 

Esse diferencial aparece em produtividade, tolerância ao estresse hídrico ou a pragas e doenças, adaptabilidade às características de uma determinada região, entre outros fatores. O objetivo é que, associado a outras tecnologias, o híbrido gere ganhos efetivos na safra como um todo, inclusive de rentabilidade. 

Isso acontece porque o híbrido tende a apresentar rendimento e vigor maior que das linhagens. Os híbridos garantem maximização de todo recurso investido. No entanto, é imprescindível que se faça a escolha correta para cada objetivo e região, pois não há uma opção única que atenda a todas as necessidades do agricultor. 
 

A produção de grãos tem uma demanda diferente da silagem para a alimentação de bovinos. As particularidades de cada híbrido podem, inclusive, favorecer diferentes etapas dos processos de cultivo e produção. Daí a importância de uma avaliação criteriosa de todo o cenário.

A escolha das sementes é uma das etapas mais importantes na preparação da safra de milho, pois marca o início da construção dos resultados de cada período e representa cerca de 20% dos custos da lavoura, segundo a Embrapa. Essa etapa ganha ainda mais relevância porque uma vez que a semente é inserida no solo, o agricultor não pode voltar atrás. Se algo não sair como planejado terá de semear novamente.
 

Conhecer os tipos de milho híbrido – simples, duplo e triplo – ajudará a ter mais assertividade na escolha da opção que vai potencializar os recursos aplicados na lavoura. 

O híbrido simples é o que apresenta o maior potencial de vigor híbrido, pois resulta do cruzamento de duas linhagens puras e reúne as melhores características de ambas. Por apresentar um custo mais alto, é recomendada para áreas de alto investimento. 
 

Já o duplo é formado por duas opções de híbridos simples. O impacto do choque de genética (heterose) é um pouco menor, mas o preço também, o que reduz o custo de produção e o torna acessível para um grupo maior de produtores. 

O triplo resulta do cruzamento entre um híbrido simples e uma variedade pura. É o que apresenta o menor custo de desenvolvimento, portanto chega ao agricultor com um preço mais baixo do que os demais. E por ter potencial de produtividade menor, é mais indicado para áreas menos tecnificadas. 
 

Essa escolha passa também pela relação entre o teto de produtividade desejado pelo agricultor e sua disponibilidade de recursos para investir. É primordial que tal decisão seja feita de forma equilibrada. 

Vale ainda ressaltar que, apesar de todo o efeito gerado pela tecnologia das sementes, os resultados finais da lavoura dependem de um conjunto de fatores, e todos precisam estar alinhados.

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