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Brasil
Agricultura

Testes de qualidade em sementes de algodão

Usar sementes de boa qualidade é vital para garantir produtividade que, no cultivo do algodão, pode aumentar em 10% a 20%. Saiba mais sobre a qualidade de sementes de algodão.

Renan Umburanas - ESALQ-USP

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A qualidade da semente é vital para a garantia de uma boa safra. É definida como o somatório dos atributos físicos, fisiológicos, genéticos e sanitários, que garantem a máxima produção da cultura de algodão, definidos pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Semente de boa qualidade propicia melhor condição para desenvolvimento da planta, condição fundamental para obtenção de alta produtividade.

O percentual mínimo de germinação para comercialização de sementes para a cultura do algodão é de 75% (categorias C1, C2, S1 e S2) e o percentual mínimo de pureza é de 98%. Atendido esses preceitos, a qualidade da semente pode ser avaliada por testes de germinação e vigor.

É importante esclarecer que a germinação e o vigor da semente são atributos diferentes, mas que estão relacionados com a qualidade da semente. O teste de germinação da semente é tradicionalmente usado para aferir a qualidade fisiológica da semente. Mas, como o teste é realizado sob condições controladas, nem sempre reflete o potencial real da semente no campo. Tendo isso em consideração, teste de vigor é um complemento útil.

Abaixo, temos uma definição clara destes testes:

- O teste de germinação determina a capacidade da semente germinar e gerar uma plântula normal, independente do seu vigor. Ou seja, emergência e desenvolvimento das partes essenciais do embrião, que proporcione aptidão para produzir planta normal em condições adequadas de temperatura e umidade (ambiente favorável).

- O teste de vigor determina a capacidade de desenvolvimento das partes essenciais do embrião e de emergência da plântula, de forma uniforme e rápida, sob condições variadas de ambiente. Ou seja, da capacidade da semente germinar e se desenvolver sob uma condição limitante, seja de alta ou baixa temperatura, bem como pode ser determinado pela integridade do embrião da semente ou pela velocidade de emergência, principalmente.

Para atestar a qualidade de sementes de algodão existem vários testes de qualidade disponíveis. O MAPA recomenda alguns testes de germinação para comercialização de algodão no Brasil, que são:

Emergência em rolo papel

Os tipos de papel utilizados mais comumente são mata-borrão, o papel toalha e o de filtro (germitest), umedecidos na proporção de 2.5 mL de água destilada por g de papel. São colocadas normalmente 25 ou 50 ou 100 sementes sobre duas folhas de papel, que são enroladas e mantidas em germinador em uma temperatura constante dentro do intervalo de 20 a 30 ºC. São realizadas 16 repetições de 25 sementes, ou 8 repetições de 50 sementes ou 4 repetições de 100 sementes. Após quatro dias é realizado a primeira contagem de germinação, e após 12 dias a contagem final de plântulas normais.

Emergência em areia

As sementes são dispostas sob uma camada de areia umedecida de 6 cm e depois cobertas com areia solta, de forma a obter uma camada de aproximadamente 1 cm sobre as sementes. Devem ser mantidas, normalmente em germinador de sala, sob temperatura entre 25-30 ºC. Assim como na emergência em rolo de papel, após quatro dias é feita a primeira contagem de germinação, e após 12 dias a contagem final de plântulas normais.

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Figura 1. Exemplo de teste de rolo de papel e de emergência em areia. Obtida de Santos et al.

Os testes de vigor são complementares aos testes de germinação e não são obrigatórios, mas normalmente as empresas que comercializam sementes os realizam para garantir que seu produto tenha a melhor qualidade. Os principais utilizados para a cultura do algodão estão apresentados a seguir:

Índice de velocidade de emergência: Utilizando o mesmo procedimento da emergência em areia. Após a semeadura, diariamente é registrado o número de plântulas emergidas até o décimo quarto dia. Com base no número de plantas emergidas ao longo do tempo é gerado um índice de Maguire (5) apresentado a seguir:

IVE= N1/DQ +N2/D2 + .... + Nn/Dn
Em que: IVE = índice de velocidade de emergência; N: nº de plântulas emergidas no dia da contagem; D: nº de dias após a semeadura.

Envelhecimento acelerado: as sementes são condicionadas em uma única camada sob uma tela metálica em caixas plásticas (gerbox), abaixo dessa tela há uma camada de água que não entra em contato direto com a semente, mas mantem a atmosfera com alta umidade. Esse compartimento plástico é fechado e colocado dentro de uma câmara de crescimento, sob 41 ºC durante 48 h. Após isso é realizado um teste de germinação com essas sementes, no mesmo procedimento do teste de germinação em areia, e as plântulas são avaliadas quatro dias após a semeadura.

Germinação em baixa temperatura: É realizado sob o mesmo procedimento do teste de emergência em rolo de papel, entretanto sob 18 ºC. A avaliação é realizada sete dias após a semeadura, consideradas plântulas normais aquelas que apresentarem o tamanho total (raiz + hipocótilo) igual ou maior que 4 cm.

Portanto, a semente de algodão deve apresentar um mínimo de 75% de germinação, e quanto maior for esse percentual, melhor a qualidade da semente. O algodão também é sujeito a ocorrência de sementes duras, isto é, sementes que não germinam. Caso isso ocorra, consulte a tabela 18.9 disponível no livro Regras para Análise de Sementes do Ministério da Agricultura.

 

 

 

Referências

DELOUCHE, J.C.; POTTS, M.C. Programa de sementes: planejamento e implantação. 2 ed. Brasi´lia: AGIPLAN. 1974, 138P.

MARCOS-FILHO, J. Fisiologia de sementes de plantas cultivadas. Londrina: ABRATES, 2015a.

Instruc¸a~o Normativa MAPA 45/2013

BRASIL. Ministe´rio da Agricultura, Pecua´ria e Abastecimento. Regras para ana´lise de sementes. Ministe´rio da Agricultura, Pecua´ria e Abastecimento. Secretaria de Defesa Agropecua´ria. Brasi´lia, DF: MAPA/ACS, 2009. 395p. http://www.agricultura.gov.br/arq_editor/ file/2946_regras_analise__sementes.pdf

MAGUIRE, J.D. Speed of germination-aid selection and evaluation for seedling emergence and vigor. Crop Science, v.2, n.2, p.176-177, 1962. http://dx.doi.org/10.2135/cropsci1962.0011183X000200020033x

MIGUEL, M.H.; CARVALHO, M.V.; BECKERT, O. P.; MARCOS- FILHO, J. Teste de frio para avaliac¸a~o do potencial fisiolo´gico de sementes de algoda~o. Scientia Agricola, v.58, n.4, p.741-746, 2001. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0103- 90162001000400015&lng=e&tlng=pt

BAALBAKI, R.Z.; ELIAS, S.; MARCOS-FILHO, J.; McDONALD, M.B. Seed vigor testing handbook. Ithaca: AOSA, 2009.

Fonte da Figura 1: Emanice Martins dos Santos (1); Ala^nio Danilo Ribeiro da Silva (1); Raunira da Costa Arau´jo (4). Germinac¸a~o de sementes de feija~o “gurgutuba” em diferentes substratos. I Congresso Internacional da Diversidade do Semiárido.

Fonte Imagem:

Cotton

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