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Agricultura

Presença da doença pode provocar perdas totais da lavoura de soja

A depender do clima, do manejo e da época de semeadura, o produtor de soja enfrenta diferentes desafios para manter suas lavouras sadias e produtivas. A cada safra, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa/Soja), ele deve ficar atento a cerca de 40 doenças causadas por fungos, bactérias, vírus e nematoides.

 

A antracnose é uma delas e costuma aparecer em todas as listas que apresentam as principais preocupações dos sojicultores. Causada pelo fungo Colletotrichum truncatum, é considerada uma das infestações mais prejudiciais à cultura, podendo provocar perdas totais da lavoura em anos chuvosos, de acordo com a Embrapa.

 

Mas, na maioria dos casos, “causa redução do número de vagens, induzindo a planta à retenção foliar e à haste verde, [...] podendo causar morte de plântulas e manchas negras nas nervuras das folhas, hastes e vagens”, segundo a Embrapa.

 

Seu alto potencial destrutivo e o difícil manejo explicam a preocupação. A presença da antracnose na lavoura resulta não só na diminuição das plantas, como também na redução de qualidade dos grãos ou sementes.

 

Isso, consequentemente, impacta nos rendimentos finais que o produtor terá na safra, uma vez que a soja nessas condições sofrerá uma redução em seu valor de comercialização.

 

A antracnose é tão nociva às lavouras e temida por produtores de soja porque, além de possuir uma rápida ação de disseminação, se manifesta nas plantações, principalmente, em uma das fases mais importantes da safra, que é quando as vagens da soja ainda estão se formando e definindo seu potencial produtivo.

 

Sua presença ocorre com maior intensidade em regiões de clima tropical, onde há predominância de altas temperaturas e das chuvas em excesso. É o caso das regiões Centro-Oeste e Nordeste, e em especial das localidades do Cerrado e Matopiba — formada por áreas de cerrado nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

 

Porém, como o patógeno causador da antracnose se desenvolve muito bem em áreas úmidas e quentes, produtores da região Sul do país também precisam lidar com a doença no verão e em safras com grandes períodos de chuva. 

De olho no inimigo 

Na maioria dos casos, a antracnose chega até às lavouras por meio de sementes infectadas com patógenos, originadas de lavouras em que a colheita atrasou devido à alta intensidade de chuvas. 

 

Além disso, os fungos que causam a antracnose, também se desenvolvem muito bem em sementes que apresentam deficiências nutricionais de potássio e em restos de culturas.

 

Os sinais mais evidentes de presença da antracnose podem ser verificados nas folhas da soja. Nas plantas infectadas, elas apresentam manchas em suas bordas.

Já em estágio avançado, é possível notar a contaminação nas vagens, nas hastes e nos pecíolos.

 

A sua identificação exige atenção, pois a doença pode ser confundida com outras, como a mancha-alvo (Cercospora cassicola) e o crestamento foliar de Cercospora (Cercospora kikuchii).

 

Em casos mais graves, em que a doença já se alastrou por toda a plantação, ou por praticamente quase toda a extensão, as folhas ficam secas e começam a cair. Nesses casos é necessária uma atenção maior, já que pode indicar a possibilidade da morte de toda a estrutura da planta da soja.

Prevenção e controle

Uma vez que o principal meio de contaminação são sementes infectadas, o primeiro ponto de atenção do agricultor para evitar a antracnose é o uso de sementes sadias e tratadas com fungicidas.

 

O sistema de prevenção deve incluir também a rotação de culturas nas áreas de plantio, reduzindo o risco de contaminação do solo. A nutrição também pode ser utilizada para fortalecer a resistência da soja à antracnose.

 

Nas lavouras já contaminadas pelo fungo, o manejo deve combinar estratégias de controle através da aplicação de fungicidas, poda e queima de plantas infectadas. Aumentar o espaçamento entre as plantas nas lavouras é outra medida importante. A grande concentração das plantas favorece a umidade, que é um ambiente ideal para a reprodução do fungo. 

Conte com os fungicidas 

Nesses casos, o uso de fungicidas pode, e deve, ser empregado em complemento a essas práticas. O fungicida Blavity® é indicado para o tratamento das doenças de soja, em especial a antracnose.  O produto, de amplo espectro, possui uma formulação moderna, o que permite ao agricultor uma baixa dosagem e a facilidade de manuseio e aplicação.

Em alguns casos, é capaz de inibir também o crescimento de patógenos que já estão se proliferando na lavoura.

Além da grande eficiência de Blavity® para antracnose, este novo fungicida da BASF também é indicado para as principais doenças do cultivo como a ferrugem asiática e a mancha-alvo.

 

Atenção: este produto é perigoso à saúde humana, animal e ao meio ambiente. Uso agrícola. Venda sob receituário agronômico. consulte sempre um agrônomo. Informe-se e realize o manejo integrado de pragas. Descarte corretamente as embalagens e os restos dos produtos. Leia atentamente e siga as instruções contidas no rótulo, na bula e na receita. Utilize os equipamentos de proteção individual. Blavity® está devidamente registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento sob o  número: 10820.

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