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Agricultura

Doença é considerada uma das mais nocivas à cultura 

A ferrugem asiática é uma das doenças da soja que mais preocupa os sojicultores devido ao seu alto poder destrutivo. Quando não controlada, pode provocar perdas de até 90% do rendimento de grãos, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

 

Causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é uma doença que teve origem na Ásia e surgiu pela primeira vez no Brasil, no estado do Paraná, durante a safra 2001/2002. 

Naquele ano, de acordo com a Embrapa, a ferrugem foi presenciada em mais de 50% das áreas de soja no Brasil. “Perdas de rendimento ao nível de lavoura variaram de 30% a 75% e ao nível nacional, foram estimadas perdas de 569.200 ton. ou o equivalente a US$125,513 milhões”. 

 

Hoje a ferrugem asiática pode ser encontrada em lavouras de todo o Brasil, devido a facilidade de disseminação de seu fungo causador. 

Por isso, áreas em estágio vegetativo e que a colheita ainda nem iniciou podem ser impactadas pela ferrugem de plantações que já estão sendo colhidas, pois os esporos do fungo podem se disseminar rapidamente pelo ar. 

Como a ferrugem se espalha

O ciclo de contaminação de uma lavoura pela ferrugem geralmente começa pela contaminação de esporos trazidos pelo vento de uma área vizinha, com a disseminação dos esporos produzidos nas plantas que serviram como hospedeiras durante a entressafra.

 

 Os esporos são levados pelo vento e depositados nas folhas da soja. Em condições favoráveis de temperatura e molhamento foliar, os esporos germinam e o fungo penetra na folha rompendo a epiderme para colonizar os tecidos.

Novamente, se houver condições ideais de temperatura, em cinco dias é possível ver os primeiros sintomas. São pontos escurecidos com 1 a 2 mm de diâmetro que podem ser observados olhando a folha contra um fundo claro ou com uma lupa de 20 a 30X de aumento.

 

Quatro a seis dias depois, também ficam visíveis as urédias (saliências) e novos esporos começam a ser liberados. Cada urédia produz esporos por aproximadamente 21 dias. 

Esses esporos vão iniciar novas infecções na mesma lavoura ou em outras lavouras mais distantes, levados pelo vento. Ao fim do ciclo da cultura, o fungo se aloja e sobrevive nas plantas voluntárias ou em hospedeiros secundários.

Como identificar a ferrugem asiática

Os primeiros sintomas da doença podem ser observados durante qualquer estágio de desenvolvimento da soja, tanto nos cotilédones, quanto nas folhas e hastes. 

Portanto, sua presença pode ser percebida já nos primeiros dias de contato da planta com o fungo. Nesse período, é possível notar, na parte superior da planta, alguns pontos pequenos escuros nas folhas, com cerca de 1 mm de diâmetro. 

 

No início, apresentam uma cor verde-acinzentada e depois evoluem para uma tonalidade marrom-escuro e avermelhado. Já na parte inferior, formam-se urédias (pústulas globosas) que se apresentam em uma cor castanho-claro e lembram o formato de feridas ou bolhas. 

A ferrugem asiática pode ser facilmente confundida com outras doenças da soja, como a mancha parda, a bacteriose e o míldio. Por isso, é preciso observar as urédias detalhadamente. São elas que diferenciam a ferrugem das outras doenças. 

 

Quando em estágio mais avançado, a doença pode ser percebida pelas folhas secas e amarelas, que provocam a desfolha precoce da soja. Isso acaba comprometendo o percentual produtivo do grão, uma vez que tem seu peso reduzido por conta da má formação das vagens e grãos.

Tratamento ideal da ferrugem

Para se precaver da infecção com o patógeno da ferrugem, o produtor deve realizar o vazio sanitário, deixar a área isenta de plantas de soja até que o solo esteja livre do patógeno.

Nesse processo, ele pode então trocar a soja safrinha por culturas de rotação como gramíneas ou outras culturas de ciclo precoce. Com elas, é possível reduzir o tempo de exposição do solo da lavoura ao patógeno.

 

Por fim, uma outra ação que pode ser realizada para tratar a soja contaminada é o uso de fungicidas. Essa é uma das melhores estratégias para o controle da doença e também a mais utilizada pelos produtores. 

Alternar o uso de de fungicidas com diferente mecanismo de ação é uma boa estratégia para controlar o patógeno. Além disso, utilizados nas quantidades e aplicações ideais, ou seja, sem expor demais a lavoura, também contribuirá para o combate sem dar tempo de criar resistência.  

 

Os fungicidas Aumenax® e Blavity® são ótimas opções para o tratamento da ferrugem asiática. Os dois produtos têm como função contribuir para o melhor desempenho produtivo de uma plantação de soja.

 

Aumenax® é um produto que oferece o controle das principais doenças da soja e é indicado para ser utilizado nas primeiras aplicações de fungicidas na lavoura. Com formulação líquida, não entope o bico de pulverização e possui uma excelente cobertura foliar. O fungicida chegou para blindar a soja contra as doenças.

 

Blavity® atua na inibição da germinação dos esporos de patógenos causadores de doenças, desenvolvimento e penetração dos tubos germinativos. O produto é indicado para controlar doenças como a ferrugem asiática e a mancha-alvo.

ATENÇÃO: ESTE PRODUTO É PERIGOSO À SAÚDE HUMANA, ANIMAL E AO MEIO AMBIENTE. USO AGRÍCOLA. VENDA SOB RECEITUÁRIO AGRONÔMICO. CONSULTE SEMPRE UM AGRÔNOMO. INFORME-SE E REALIZE O MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS. DESCARTE CORRETAMENTE AS EMBALAGENS E OS RESTOS DOS PRODUTOS. LEIA ATENTAMENTE E INSTRUÇÕES CONTIDAS NO RÓTULO, NA BULA E NA RECEITA. UTILIZE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL. Aumenax® e Blavity® estão registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento sob os números 7720 e 10820, respectivamente.

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