Agricultura

Mibelya® | Bula e Informações do fungicida para os cultivos de tomate, batata e maçã

Mibelya® é o novo fungicida da BASF com dois ingredientes ativos que combinam eficiência e tecnologia para o combate das doenças presentes na horticultura e na fruticultura, em especial a Septoriose, Pinta preta e Sarna da macieira. 

Mibelya® é um fungicida da familia Revysol® que apresenta na sua composição dois ingredientes ativos com mecanismos de ação distintos, o Mefentrifluconazole, atuando na biossíntese de ergosterol, possuindo ação “sistêmica” e efeito translaminar que se adapta as condições para realizar um controle efetivo. Já o Fluxapiroxade (Xemium®), atua na inibição da síntese de energia dentro da mitocôndria.

 

Mibelya® apresenta excelente seletividade e ação em um amplo espectro de patógenos nas mais variadas culturas, possui ação protetora e preventiva, agindo em diferentes fases do fungo.

 

Informações Técnicas

Faça o download da bulaficha de segurança ficha de informação de segurança do produto para mais informações.

Benefícios Mibelya®

  • Ação sistêmica e efeito translaminar
  • Ingredientes ativos com mecanismos de ação distinto
  • Excelente seletividade
  • Ação protetora e preventiva
  • Manejo de Resistência
  • Baixa dose de uso

Principais culturas que protege

Veja para quais culturas o Mibelya® pode ser aplicado 

Principais doenças que Mibelya® controla

Conheça mais sobre as doenças que são foco para o fungicida BASF Mibelya®.

Culturas, Doenças e Doses

Alvo biológico  Dose(2) - L p.c./ha Dose - Volume de calda(4) (L/ha) Número máximo de aplicações
Pinta preta (Alternaria grandis)

 

300 - 500

 

300 - 400

 

4

p.c. = produto comercial (1 Litro de MIBELYA® equivale a 200 g i.a. de Mefentrifluconazole + 200 g i.a. de Fluxapiroxade)

i.a. = ingrediente ativo

* Aplicação terrestre tratorizada.

Alvo biológico  Dose(2) - L p.c./ha Dose* - Volume de calda(4) (L/ha) Número máximo de aplicações
Oídio (Leveillula taurica) 250 - 300 400 4  
Septoriose (Septoria lycopersici) 300 - 400 400 4

p.c. = produto comercial (1 Litro de MIBELYA® equivale a 200 g i.a. de Mefentrifluconazole + 200 g i.a. de Fluxapiroxade)

i.a. = ingrediente ativo

* Aplicação terrestre tratorizada.

Alvo biológico  Dose(2) - L p.c./ha Dose - Volume de calda(4) (L/ha) Número máximo de aplicações

Sarna da macieira

(Venturia inaequalis)

 

300 - 500

 

1000

 

4

p.c. = produto comercial (1 Litro de MIBELYA® equivale a 200 g i.a. de Mefentrifluconazole + 200 g i.a. de Fluxapiroxade)

i.a. = ingrediente ativo

* Aplicação terrestre tratorizada.

Composição

Ingredientes Ativos Grupos Químicos Concentração Formulação
Mefentrifluconazol Triazol 200,0 g/L (20% m/v) Suspensão Concentrada (SC)
Fluxapiroxade Carboxamida 200,0 g/L (20% m/v) Suspensão Concentrada (SC)

Instruções de uso

MIBELYA® (Mefentrifluconazole + Fluxapiroxade) é um fungicida que apresenta na sua composição, a associação de dois ingredientes ativos com mecanismos de ação distintos, o Mefentrifluconazole, com ação na biossíntese de ergosterol atua de forma sistêmica e ação translaminar, Fluxapiroxade, ingrediente ativo que atua na inibição da síntese de energia dentro da mitocôndria, mais especificamente na enzima succinato desidrogenase, no complexo II da cadeia de transporte de elétrons na mitocôndria do fungo.

MIBELYA® apresenta excelente seletividade e ação em um amplo espectro de patógenos nas mais variadas culturas, possui ação protetora e curativa, agindo em diferentes fases do fungo. Como ação protetora apresenta atuação na inibição da germinação dos esporos do fungo, desenvolvimento e penetração dos tubos germinativos, e como ação curativa o desenvolvimento do haustório e/ou o crescimento micelial no interior dos tecidos do hospedeiro são inibidos pela presença do fungicida.

Com amplo espectro de ação, o fungicida MIBELYA® é altamente efetivo quando utilizado dentro das recomendações técnicas descritas em bula.

MODO DE APLICAÇÃO PREPARO DA CALDA:

O responsável pela preparação da calda deve usar Equipamento de Proteção Individual (EPI) indicado para esse fim. Colocar água limpa no tanque do pulverizador (pelo menos 3/4 de sua capacidade) ou de tal forma que atinja a altura do agitador (ou retorno) e, com a agitação acionada, adicionar a quantidade recomendada do produto. Também manter a calda sob agitação constante durante a pulverização. A aplicação deve ser realizada no mesmo dia da preparação da calda.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS APLICAÇÃO TERRESTRE Seguir as recomendações abaixo para uma correta aplicação:

- Equipamento de aplicação:

Utilizar equipamento de pulverização provido de barras apropriadas. Ao aplicar o produto, seguir sempre as recomendações da bula. Proceder a regulagem do equipamento de aplicação para assegurar uma distribuição uniforme da calda e boa cobertura do alvo desejado. Evitar a sobreposição ou falha entre as faixas de aplicação utilizando tecnologia apropriada.

- Seleção de pontas de pulverização:

A seleção correta da ponta é um dos parâmetros mais importantes para boa cobertura do alvo e redução da deriva. Pontas que produzem gotas finas apresentam maior risco de deriva e de perdas por evaporação (vide CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS). Dentro deste critério, usar pontas que possibilitem cobertura adequada das plantas hospedeiras e produzam gotas médias (M), conforme norma ASABE. Em caso de dúvida quanto a seleção das pontas, pressão de trabalho e tamanho de gotas gerado, consultar a recomendação do fabricante da ponta (bico).

- Velocidade do equipamento:

Selecionar uma velocidade adequada às condições do terreno, do equipamento e da cultura. Observar o volume de aplicação e a pressão de trabalho desejada. A aplicação efetuada em velocidades mais baixas, geralmente resulta em uma melhor cobertura e deposição da calda na área alvo.

- Pressão de trabalho:

Observar sempre a recomendação do fabricante e trabalhar dentro da pressão recomendada para a ponta, considerando o volume de aplicação e o tamanho de gota desejado. Para muitos tipos de pontas, menores pressões de trabalho produzem gotas maiores. Quando for necessário elevar o volume de aplicação, optar por pontas que permitam maior vazão (maior orifício) ao invés do aumento da pressão de trabalho. Caso o equipamento possua sistema de controle de aplicação, assegurar que os parâmetros de aplicação atendam a recomendação de uso.

- Altura de barras de pulverização:

A barra deverá estar posicionada em distância adequada do alvo, conforme recomendação do fabricante do equipamento e pontas, de acordo com o ângulo de abertura do jato. Quanto maior a distância entre a barra de pulverização e o alvo a ser atingido, maior a exposição das gotas às condições ambientais adversas, acarretando perdas por evaporação e transporte pelo vento.

- Aplicação com equipamento costal:

Para aplicações costais, manter constante a velocidade de trabalho e altura da lança, evitando variações no padrão de deposição da calda nos alvos, bem como a sobreposição entre as faixas de aplicação.

 

APLICAÇÃO AÉREA - Equipamento de aplicação: A aplicação aérea do MIBELYA® é recomendada para os cultivos indicados em bula: Banana e Manga

- Equipamento de aplicação: Utilizar aeronaves providas de barras apropriadas. Ao aplicar o produto, seguir sempre as recomendações da bula. Proceder a regulagem do equipamento de aplicação para assegurar uma distribuição uniforme da calda e boa cobertura do alvo desejado. Evitar a sobreposição ou falha entre as faixas de aplicação utilizando tecnologia apropriada.

Aplicação aérea para banana - utilizar como veículo, óleo de pulverização agrícola na vazão de 15 litros/há.

- Volume de calda por hectare (taxa de aplicação): Recomenda-se o volume de calda entre 30 a 50 litros/ha ou 10 a 30 litros/ha, quando utilizados bicos centrífugos (atomizadores rotativos).

- Seleção de pontas de pulverização: A seleção correta da ponta é um dos parâmetros mais importantes para boa cobertura do alvo e redução da deriva. Pontas que produzem gotas finas apresentam maior risco de deriva e de perdas por evaporação. Dentro deste critério, usar pontas que possibilitem cobertura adequada das plantas hospedeiras e produzam gotas médias (M), conforme norma ASABE. Bicos centrífugos produzem gotas menores, podendo favorecer as perdas por evaporação e/ou deriva das gotas (vide CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS). Em caso de dúvida quanto à seleção das pontas, pressão de trabalho e tamanho de gotas gerado, consultar a recomendação do fabricante da ponta (bico). Quando for necessário elevar o volume de aplicação, optar por pontas que permitam maior vazão (maior orifício) ao invés do aumento da pressão de trabalho.

- Altura de voo e faixa de aplicação: Altura de voo deverá ser de 3 a 6 metros do alvo a ser atingido, atentando à segurança da operação e à cobertura adequada do alvo. Evitar a sobreposição ou falha entre as faixas de aplicação utilizando tecnologia apropriada.

O uso de marcadores humanos de faixa não é recomendado, pois trata-se de situação potencialmente perigosa devido à exposição direta destes marcadores aos agroquímicos.

Atentar à legislação vigente quanto às faixas de segurança, distância de áreas urbanas e de preservação ambiental.

A aplicação deve ser interrompida, imediatamente, caso qualquer pessoa, área, vegetação, animais ou propriedades não envolvidos na operação sejam expostos ao produto.

Para todas as culturas e doenças, utilizar as doses mais baixas sob condições de menor pressão da doença, e as maiores sob condições severas (clima muito favorável, início de surgimento de sintomas na área).

 

Cultura do Batata

Iniciar as aplicações no aparecimento dos primeiros sintomas da doença ou preventivamente. Repetir caso necessário com intervalos de 7 a 10 dias, dependendo da evolução da doença, não ultrapassando o número máximo de 4 aplicações por ciclo e respeitando-se o intervalo de segurança.

Cultura da Maçã

Iniciar as aplicações no aparecimento dos primeiros sintomas da doença ou preventivamente. Repetir caso necessário com intervalos de 10 a 14 dias, dependendo da evolução da doença, não ultrapassando o número máximo de 4 aplicações por ciclo e respeitando-se o intervalo de segurança.

Cultura da Tomate

Iniciar as aplicações no aparecimento dos primeiros sintomas da doença ou preventivamente. Repetir caso necessário com intervalos de 7 a 10 dias, dependendo da evolução da doença, não ultrapassando o número máximo de 4 aplicações por ciclo e respeitando-se o intervalo de segurança.

Cultura Dias
Batata 3
Tomate 1
Maçã 3

  • Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.

  • O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais.

  • A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.

  • O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável. 

  • Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.

  • Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.

  • Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.

  • Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT. 

  • Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

• Produto para uso exclusivamente agrícola.

• O manuseio do produto deve ser realizado apenas por trabalhador capacitado.

• Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.

• Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

• Não manuseie ou aplique o produto sem os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) recomendados.

• Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos e não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.

• Não utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI) danificados, úmidos, vencidos ou com vida útil fora da especificação. Siga as recomendações determinadas pelo fabricante.

• Não aplique o produto perto de escolas, residências e outros locais de permanência de pessoas e áreas de criação de animais. Siga as orientações técnicas específicas de um profissional habilitado.

• Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.

• Mantenha o produto adequadamente fechado, em sua embalagem original, em local

trancado, longe do alcance de crianças e animais.

• Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: calça, jaleco, botas, avental, respirador, viseira facial ou óculos, touca árabe e luvas de nitrila.

• Seguir as recomendações do fabricante do Equipamento de Proteção Individual (EPI) com relação à forma de limpeza, conservação e descarte de EPI danificado.

Conheça mais sobre Mibelya® 

A Septoriose, ou mancha-de-Ssptoria, é causada pelo fungo Septoria lycopersici e é um problema em praticamente todas as regiões produtoras de tomate, tanto no Brasil como em outros países, principalmente em épocas mais quentes e chuvosas.

Saiba mais sobre a septoriose na cultura do tomate e manejo

“Coevolução”, a qual faz com que juntamente com a evolução dos fungicidas, venha a evolução dos fungos, tentando burlar o sucesso do controle químico e garantir a sobrevivência de sua espécie.

No intuito de explicar a resistência de fungos a fungicidas, vamos imaginar que uma população de um mesmo fungo, como por exemplo, o causador da Sarna da Macieira (Venturia inaequalis), seja heterogênea. Isto é, existem diferentes indivíduos do fungo, os quais podem ter diferentes suscetibilidades a um fungicida. Quando aplicado um fungicida eficiente, acaba-se controlando a maioria da população, mas alguns indivíduos resistentes sobreviverão. E quando se usa várias vezes um mesmo ingrediente ativo, ou utilizam-se sub doses ou até super doses de produtos, acaba-se controlando os indivíduos suscetíveis, no entanto, os resistentes crescerão em população até predominarem. Neste momento, o fungicida torna-se ineficiente. Este processo é o que chamamos de resistência. E devemos salientar que, quanto mais heterogênea a população do patógeno, mais fácil de haver resistência. Desta forma, entendemos que a rapidez e a intensidade da resistência ocorrer depende do uso do fungicida e da heterogeneidade da população do patógeno.

Manejo de resistência no controle de sarna da macieira

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ATENÇÃO

ESTE PRODUTO É PERIGOSO À SAÚDE HUMANA, ANIMAL E AO MEIO AMBIENTE. USO AGRÍCOLA. VENDA SOB RECEITUÁRIO AGRONÔMICO. CONSULTE SEMPRE UM AGRÔNOMO. INFORME-SE E REALIZE O MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS. DESCARTE CORRETAMENTE AS EMBALAGENS E OS RESTOS DOS PRODUTOS. LEIA ATENTAMENTE E SIGA AS INSTRUÇÕES CONTIDAS NO RÓTULO, NA BULA E NA RECEITA. UTILIZA OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL. REGISTRO MAPA: MIBELYA® N.º  20223. 

A Ficha de Emergência (FET) acompanha os produtos durante o processo de transporte.

Em caso de dúvidas, ligue 0800 011 2273.