Usamos cookies de navegação neste site para garantir uma experiência mais personalizada e responsiva a você. Ao fazer uso, você também concorda com nossa Política de Privacidade de Dados. Saiba mais como cookies são utilizados ou como bloqueá-los ou deletá-los.

Brasil
Agricultura

A fotossensibilidade das culturas

Que a cultura da soja é responsiva ao fotoperíodo, a gente já sabe. Mas, e as demais culturas do agronegócio brasileiro?

Felipe Sartori | ESALQ - USP

soja-lavoura-basf.JPG

A duração do período luminoso de um dia, conhecida como fotoperíodo, está diretamente ligado ao florescimento na cultura da soja e a duração do seu ciclo. Tal característica é conhecida como fotossensibilidade.

Agora, isso é uma particularidade exclusiva da soja? Ou será apenas das leguminosas? Na verdade, o fotoperíodo parece influenciar o desenvolvimento de uma infinidade de culturas no agronegócio brasileiro.

Na cultura do trigo, por exemplo, as plantas são classificadas como de “dia longo”. Ou seja, o florescimento passa a ser induzido à partir do momento em que a duração do fotoperíodo seja maior do que o chamado “fotoperíodo crítico” da espécie/variedade. No entanto, é curioso o fato de que o fotoperíodo está sempre acima do crítico em todas as zonas onde o trigo é cultivado no planeta. Dessa forma, a duração do dia está sempre favorável à indução floral.

Mas então, como os campos semeados antes do inverno nos EUA e na Europa não florescem e não são prejudicados pelas baixas temperaturas? Bom, isso acontece devido ao processo de vernalização predominante nas variedade classificadas como de inverno. Assim, a indução floral não ocorre até que se tenha o acúmulo de determinadas horas em uma faixa de temperatura baixa. O mesmo não ocorre com os trigos de primavera, que não necessitam de vernalização para “desbloquear”a indução floral.

Outra espécie que também é fotossensível é a cultura do milho. No caso dessa cultura, as plantas são classificadas como de “dia curto”, ou seja, a indução floral acontece abaixo de um determinado fotoperíodo crítico (acredita-se que seja equivalente à 13h), igual ao que ocorre com a soja. Como o fotoperíodo durante o cultivo da cultura em zonas de altas latitudes é maior que 13h, o melhoramento genético contornou esse problema selecionando plantas insensíveis à duração do dia. No entanto, para as variedade que são fotossensíveis e cultivadas em regiões em que o a duração do dia possa atingir valores inferiores à 13h, há um mecanismo conhecido como “período junenil” que torna a planta insensível ao fotoperíodo até o estádio fenológico V4-V7. Além disso, outros aspectos fisiológicos como a fotorrespiração interfere de maneira significativa no desenvolvimento das culturas e que, em muitos aspectos, podem ter relação com com a fotossensibilidade.

Em resumo, a fotossentibilidade está presente em muito mais espécies do que imaginamos. No entanto, a soja se destaca por que esse fator exerce uma maior influência no manejo dessa cultura, e consequentemente, causa maior impacto econômico.

Fonte Texto:

Hay, R. & Porter, J. The Physiology of Crop Yield. 2006.

Quer receber outros conteúdos, estudos exclusivos, ebooks e convites para eventos?

Leia mais:

Conheça as soluções da BASF para este cultivo:

BR-banner-pequeno-APP-BASF-agro.jpg

BASF Agro App

Com o BASF Agro app, você encontra de forma rápida e prática as melhores soluções para o combate eficiente de pragas, doenças, plantas daninhas e muito mais!
BR-Agroclima-PRO.jpg

Agroclima PRO BASF

Informações de tempo e clima personalizadas de acordo com a sua região! Sua lavoura com mais qualidade e produtividade com o agroclima PRO BASF.
BR-header-lista-de-distribuidores-basf.jpg

Lista de Distribuidores

Confira os distribuidores da sua região.