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Agricultura

Prevenção é o melhor ataque contra o estrago que bicho-mineiro pode fazer em sua cultura de café

O inseto é minúsculo, mas o estrago pode ser enorme. O bicho-mineiro (Leucoptera coffeella) é uma pequena mariposa esbranquiçada, com 2 mm de comprimento e 6,5 mm de envergadura, que se tornou uma das pragas mais impactantes na cultura do café

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Bicho-mineiro na folha 

O inseto chegou a essa condição pelo alto potencial de infestação e pelos prejuízos que causa às plantações de café. Seu nome, aliás, é uma referência à forma como ataca as plantas.

Na fase adulta, essa mariposa tem hábitos noturnos, por isso costuma se abrigar sob as folhas no período diurno. Cada fêmea coloca em média sete ovos por noite e pode chegar a um total de 50 em toda sua vida.

Esses ovos são postos nas folhas do cafeeiro, e assim que eclodem as larvas já se instalam no mesofilo, o tecido dessas folhas, e passam a se alimentar dele criando minas.

O ataque causa necrose, facilmente percebida pelas manchas marrons nas folhas, e reduz a superfície foliar, limitando o poder de fotossíntese da planta. Rapidamente as áreas lesionadas passam de milímetros para centímetros e, consequentemente, provocam uma significativa queda na produtividade.

 

Sem o devido controle, o inseto pode ainda causar desfolha e até a morte da planta

 

O ataque ao bicho-mineiro quando seu nível de infestação ainda é baixo é uma boa estratégia de manejo preventivo, pois impede – ou pelo menos reduz – a multiplicação da praga pelo cafezal.

A BASF, empresa parceira do agricultor, tem produtos para ajudar no manejo desse controle, o inseticida fisiológico Nomolt® 150. Ele age como regulador de crescimento e tem como alvo de intoxicação o exoesqueleto do inseto, interrompendo seu desenvolvimento e causando sua morte.

A aplicação do inseticida Nomolt® 150 como prevenção deve ser feita antes dos picos de infestação, que acontecem primordialmente em dois momentos.

O primeiro é entre os meses de abril e maio, e o segundo, entre agosto e outubro. São períodos mais secos e que favorecem a praga. 

Por conta das mudanças nas condições climáticas, o segundo período ainda pode se estender para novembro e dezembro. Se houver um veranico que avance para janeiro e fevereiro, essa fase pode ser ampliada

Michel Diniz

profissional de Desenvolvimento de Mercado da BASF para a cultura do café

A aplicação do inseticida fisiológico juntamente com fungicidas para o controle de doenças do cafeeiro auxilia o controle e o manejo do bicho-mineiro

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Posicionamento produtos BASF para a cultura do Café
Isso reduz os níveis de infestação nos períodos de pico, diminuindo inclusive a quantidade de pulverizações e auxiliando em um melhor controle químico

Pedro Mendonça

engenheiro agrônomo da BASF

Embora já apareça na maioria das regiões cafeeiras, até por conta das irregularidades do clima, o bicho-mineiro tem maior incidência em áreas como o Cerrado, onde o clima é mais seco e as temperaturas são mais elevadas.

Este segundo fator, aliás, é bastante favorável à ação da praga, pois acelera seu ciclo de vida, fazendo com que novas gerações apareçam com maior frequência. Essa condição potencializa o problema, pois quanto maior for a “produtividade” do bicho-mineiro, menor será a dos cafezais.

A eficiência no monitoramento da infestação da praga é um valioso recurso para que o agricultor planeje melhor suas ações.

Os cafeicultores podem contar com a expertise dos profissionais da BASF para escolher as melhores formas de combate e controle do bicho-mineiro, assim como de outras pragas que atacam os cafezais e prejudicam os resultados da atividade.

 Essa equipe também está pronta para sugerir a combinação de soluções mais eficiente e viável para cada situação, evitando, inclusive, que os insetos tenham a oportunidade de ciar resistência aos produtos.

E Lembre-se que o manejo pré e pós-colheita influencia no desenvolvimento de doenças nos cafezais

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