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Agricultura

Custo em alta e produção em queda preocupam rizicultor

A colheita da safra 2021/22 de arroz está oficialmente aberta. Um evento realizado no dia 16 de fevereiro no Rio Grande do Sul, maior produtor do cereal, marcou o início do período em que as máquinas vão a campo retirar o resultado do trabalho dos produtores. E também o encerramento de uma temporada particularmente desafiadora, sobretudo em função de uma longa estiagem no Estado.

O levantamento mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sobre a safra brasileira de grãos para a temporada 2021/22 mostra que os produtores de arroz devem colher quase 11,4 milhões de toneladas. Esse volume representa queda de 3,2% sobre o volume da safra anterior. De acordo com a empresa, o principal motivo para essa estimativa é a redução de produtividade das lavouras, que pode cair 2,5% em relação ao período anterior, combinada com uma pequena diminuição da área plantada (0,7%). Segundo os dados da Conab, serão cultivados no total mais de 1,66 milhão de hectares.

No Rio Grande do Sul, segundo Sérgio Santos, gerente de Inteligência, Análise Econômica e Projetos Especiais da Conab, a redução hídrica provocou um impacto maior. A produtividade na região teve queda de 11,4%, de acordo com o 5º Levantamento da Safra de Grãos 2021/2022. Nas últimas cinco safras, a produtividade média na região havia ficado próxima de 169 sacas/ha, conforme o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

O cenário registrado pela Conab reforça ainda mais a importância de o agricultor cuidar muito bem de suas lavouras, desde a preparação do solo, passando pela escolha adequada das sementes e dos melhores insumos para proteção do cultivo, para que as plantas se desenvolvam saudáveis e aproveitem ao máximo seu potencial genético. 

É aí que se destacam as inovações tecnológicas como o recém-lançado sistema Provisia®, da BASF, ao oferecerem uma relação mais eficaz entre custo e benefício, garantindo a melhor produtividade com alto padrão de qualidade e permitindo que o rizicultor otimize a gestão do negócio como um todo.

Em termos de comercialização, a projeção é de que o consumo interno continue por volta de 11 milhões de toneladas, enquanto a exportação deve ser de 1,4 milhão de toneladas. Como resultado, projeta-se uma estabilidade para os estoques finais de cultura de arroz, que no início de 2022 é de 2,54 milhões e deve acabar com 2,522,6 milhões.

No evento de abertura de safra, Santos, da Conab, afirmou que o ano começou com perspectiva positiva em relação ao mercado externo, com aumento de demanda dos compradores internacionais. O presidente da Federarroz, Alexandre Velho, destaca que a venda externa é fundamental para regular melhor o mercado, trazendo uma referência de preço e fazendo com que a indústria tenha uma posição mais firme com relação ao varejo.

“Teremos uma boa oportunidade no primeiro semestre do próximo ano de voltar a exportar um volume considerável, tirarmos o excedente do mercado interno e, consequentemente, termos um preço de referência melhor aos produtores”, estima.

Estimativa de safra de arroz – 2021/22

Área plantada: 1,66 milhão de hectares

Produção: 11,4 milhões de toneladas

Produtividade: 6,8 quilos por hectare

Consumo interno: 11 milhões de toneladas

Exportação: 1,4 milhão de toneladas

Estoque inicial: 2,5 milhões de toneladas

Importação: 1 milhão de toneladas

Fonte: Conab

O quadro de oferta e demanda de arroz não teve alteração significativa nos números desde a última safra. 

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