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Cultivo de algodão: Quem é o maior produtor no Brasil?

O algodão está entre as principais culturas agrícolas no Brasil. Mesmo que seja produzido em menor escala, quando comparados a culturas como soja e milho, tem despertado interesse crescente dos agricultores pela ótima rentabilidade obtida na sua comercialização nos últimos anos. 

Dados do Ministério da Economia indicam que, em junho deste ano, o preço médio da tonelada de algodão exportada foi de US$ 2.523,50. Embora ainda seja um valor abaixo do esperado pelos produtores, foi suficiente para remunerar quem investiu na sua produção. 


Com incremento de volume e qualidade das fibras, sobretudo nas últimas duas décadas, o país tornou-se um dos maiores produtores e exportadores de algodão em pluma em todo o mundo.

Maiores regiões produtoras da fibra

De acordo com os dados do Boletim de Safras da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na safra de 2020/2021, o Brasil produziu 2,787 milhões de toneladas de algodão. O cultivo da fibra tem se concentrado em dois estados, Mato Grosso e Bahia, seja por uma questão de risco climático, seja por uma questão de escala de produção dentro de uma propriedade. 

 

Do total de áreas plantadas de algodão no Brasil, cerca de 70% estão localizadas em Mato Grosso, especialmente nas regiões Oeste do estado (em municípios como Sapezal, maior produtor nacional), Sudeste (Rondonópolis e Campo Verde, ambos com grande relevância produtiva); e  Médio Norte (Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop).


Já os outros 30% produzidos se dividem entre o oeste da Bahia, com 21% de produção, e, por ordem de importância, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Piauí,São Paulo, Tocantins, Ceará, Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte, Paraná e Pernambuco.  


Desse total de área plantada, 92% não utilizam sistemas de irrigação. Ainda assim, alcançam produtividade média de 1.800 Kg/hectare de pluma, a maior do mundo de acordo com a Cotton Brazil, uma iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Por que o Mato Grosso é o estado que mais produz algodão?

Conforme Enilson Nogueira, analista de mercado da Céleres Consultoria, o algodão é uma planta que se desenvolve muito bem em regiões mais secas e que as chuvas cessam mais cedo, como é o caso dos estados de Mato Grosso e Bahia. 

Segundo ele, isso acontece porque é muito difícil fazer o manejo e a colheita do algodoeiro em regiões muito úmidas. “Isso impacta inclusive em qualidade”, ressalta.

Além disso, a disponibilidade de grandes extensões de áreas planas e favoráveis à mecanização permitem a prática de agricultura em larga escala, o que permite otimizar o uso de insumos, gerando rentabilidade em uma cultura de alto custo de produção como o algodão.

Importância da tecnologia na cotonicultura

Ainda de acordo com a Cotton Brazil, a importância do país no mercado mundial de algodão se deu devido aos investimentos feitos nos últimos 20 anos, tanto em pesquisas como em tecnologia aplicadas e na profissionalização do produtor. 

 

“Nos últimos 3 anos, especificamente, o Brasil dobrou a área de produção de algodão apenas balanceando as culturas da matriz produtiva com soja, milho e outros cultivos. Neste período, a produção evoluiu de 1,3 milhões de toneladas na safra 2015/2016 para aproximadamente 3 milhões de toneladas em 2019/2020”, aponta o projeto.

 

Entre as iniciativas dos cotonicultores nos últimos anos, se destacam algumas ações da agricultura 4.0, como: 

  • Automatização das lavouras; 

  • Monitoramento em tempo real das plantações e do clima; 

  • Sistemas de geoestatística; 

  • Integração de várias tecnologias em um mesmo ambiente. 

 

Além destas iniciativas, o setor também passou a investir fortemente em estudos sobre a qualidade do solo e de sementes, em pesquisas e análises sobre o manejo ideal da cultura, entre outras ações que levam a um produto de alta sustentabilidade.  

 

“Com a união entre tecnologia, presença e comprometimento, o algodão brasileiro trabalha com responsabilidade ambiental e desenvolvimento social das suas comunidades, oferecendo rastreabilidade, sustentabilidade, qualidade e a disponibilidade de algodão durante o ano inteiro”, pontua a Cotton Brasil. 

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