Un hombre usando una tableta en una granja

Agricultura

Agricultura Brasileira mais produtiva com Inovação Sustentável
 

Agricultores e especialistas apontam que o futuro da atividade no Brasil está no aumento da eficiência e da resiliência, sustentado por ciência e tecnologia.

Quando vamos ao supermercado e percebemos que os alimentos estão mais caros, sentimos diretamente o impacto da inflação. Esse movimento nos preços está geralmente ligado à dinâmica de oferta e demanda: quando a procura é alta e a oferta é limitada, os preços tendem a subir. Além disso, fatores como políticas comerciais, fiscais e monetárias, tensões geopolíticas e oscilações nos mercados globais também influenciam o valor dos produtos que consumimos.

A indústria agrícola não consegue controlar todos os fatores comerciais e geopolíticos, mas pode trabalhar para o aumento da produtividade e da qualidade dos cultivos que está diretamente ligada à oferta de alimentos. E o que isso tem a ver com a tecnologia na agricultura?

Produzir alimentos é superar uma série de desafios relacionados ao clima, que pode ser quente, frio, úmido ou seco demais para os cultivos – incluindo eventos climáticos extremos como fortes tempestades ou secas prolongadas. Além disso, pragas, doenças e plantas daninhas podem afetar as plantações e reduzir a disponibilidade dos produtos agrícolas.

A produtividade no campo é uma das bases da segurança alimentar, pois permite ampliar a oferta de alimentos. E é aí que entra a tecnologia. As inovações têm papel central para apoiar os agricultores, ampliando a produção e a resiliência dos cultivos.

A produtividade como um diferencial competitivo

Essa realidade pode ser facilmente percebida no campo, onde os produtores enfrentam diariamente o desafio de produzir mais e melhor, mesmo diante de condições cada vez mais complexas. Um exemplo é o agricultor Lauro Andrade, que busca equilibrar esses fatores em sua produção. Ele cultiva tomate, batata, cebola, alho, milho, trigo e também tem criação de gado.

Entre todas as plantações, a que mais se destaca é a de tomate: são dois milhões de pés por ano, cultivados em uma área de 200 hectares na fazenda Taquara Branca, localizada no município de Sumaré, no interior do estado de São Paulo.

Um de seus principais desafios é o custo da produção. As altas exigências do mercado em relação à qualidade do produto, ao rastreamento e às certificações, encarecem seu trabalho e acabam reduzindo sua margem de lucro. "A dificuldade fica realmente na remuneração, na margem muito pequena. E, como produzimos em campo, as intempéries e as variações climáticas acabam sendo um desafio para nós”, destaca.

Essa dor não é uma exclusividade do Lauro. Afinal, na maioria dos negócios agrícolas os produtores não têm poder para definir o preço de venda de seus produtos - eles precisam aceitar os valores impostos pelo mercado, o que dificulta o planejamento e reduz a previsibilidade dos lucros. Diante desse cenário, aumentar a produtividade tem se mostrado uma das principais estratégias para garantir a viabilidade econômica no campo.

É justamente esse ponto que o pesquisador Felippe Serigati da FGV Agro, Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getulio Vargas, destaca ao afirmar que a curva do aumento de produtividade foi muito superior à do aumento das áreas cultiváveis no país.

Um exemplo concreto é a produção de grãos no Brasil. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que a área cultivada no cresceu duas vezes, saindo de 37 milhões de hectares, em 1976, para 82 milhões de hectares, em 2025. Enquanto isso, a produção, no mesmo período, saltou mais de sete vezes, de 47 para 336 milhões de toneladas. "Se não houvesse incremento de produtividade, a área necessária para realizar a produção que fazemos hoje teria de ser muito maior”, pondera Serigati.

Esse avanço, entre outros benefícios, tornou a agricultura brasileira mais sustentável e contribuiu para aumentar a competitividade do país tanto no mercado internacional quanto no interno.

Essa não é uma conquista isolada. Em todo o mundo, cresce o esforço por produzir mais com menos - e o Brasil tem caminhado bem nesse sentido. A eficiência do agronegócio nacional apresentou ganhos expressivos nas últimas décadas. Um exemplo emblemático é a soja: o país se tornou o maior produtor e exportador global nos últimos anos. A Embrapa Territorial ainda aponta que, nos anos 70, cada hectare de soja rendia cerca de 1,5 tonelada. Hoje esse número ultrapassa 3,6 toneladas na mesma área.

O salto de produtividade também foi observado em outras culturas, como o milho e o algodão, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores globais de alimentos, fibras e energia renovável. Esse desempenho é resultado de uma combinação de fatores: investimentos contínuos em ciência, adoção de maquinário moderno, agricultura de precisão e expansão de sistemas integrados de produção. Um esforço coletivo que posiciona o Brasil como referência em eficiência e inovação no campo. Não à toa, em alguns casos é possível ter até três safras por ano em uma mesma área.

Esses avanços tecnológicos e de gestão também explicam como o Brasil tem conseguido produzir mais em uma área relativamente limitada, preservando grande parte de seu território. De acordo com o chefe-geral da Embrapa Territorial, Gustavo Spadotti, o país tem 66,3% de seu território coberto por vegetação nativa – o equivalente à soma dos territórios de 48 países europeus.
Isso significa que a agricultura brasileira atinge uma alta performance utilizando apenas 30,2% do solo nacional, sendo 7,8% de lavouras, 8% de pastagens nativas, 13,2% de pastagens plantadas e 1,2% de florestas plantadas. "O papel da inovação é central: ela garante que o Brasil possa produzir cada vez mais sem ampliar a pressão sobre novos ecossistemas”, explica.

Tecnologia é uma realidade no campo

A transformação do agronegócio brasileiro não está apenas nos grandes números e indicadores nacionais - ela também se reflete no dia a dia de quem está no campo. Assim como milhares de agricultores, Lauro Andrade tem vivenciado essa revolução tecnológica de perto. Com o apoio da BASF Soluções para Agricultura, ele incorporou defensivos agrícolas de alta eficiência que melhoraram sua produção. E as mudanças foram significativas, trazendo mais vigor às plantas, o que gerou um fruto de maior qualidade e melhor desempenho nas vendas para o varejo. "São tantas inovações que conseguimos aumentar a produtividade, trabalhar com mais segurança e levar um produto melhor para o nosso consumidor”, explica.

Casos como o de Lauro mostram que a adoção de tecnologias no campo é uma resposta concreta aos desafios que o agronegócio enfrenta em escala global. As pressões que hoje elevam os preços dos alimentos no mundo todo exigem soluções e uma delas é a inovação, por meio de um trabalho profundo de pesquisa e desenvolvimento (P&D): genética de sementes mais resistentes, produtos de proteção de cultivos mais eficientes e ambientalmente amigáveis, ferramentas de agricultura de precisão e plataformas digitais.

Globalmente, a BASF Soluções para Agricultura investiu mais de 915 milhões de euros em 2024 em P&D para auxiliar os produtores a enfrentarem os desafios diários.

Esse compromisso com a inovação se traduz em soluções concretas. A companhia se prepara para lançar, nos próximos anos, a semente de soja NRS, com biotecnologia (trait) resistente a nematóides – parasitas que geram prejuízo de até R$ 35 bilhões ao agronegócio brasileiro de acordo com a Sociedade Brasileira de Nematologia. “As dores dos produtores rurais também são nossas e, por isso, estamos sempre atentos às suas necessidades, buscando encontrar soluções avançadas para tornar o campo cada vez mais competitivo, resiliente e sustentável”, destaca a diretora de Marketing da BASF Soluções para Agricultura, Graciela Mognol.

E quando inovação e excelência em manejo se encontram, os resultados falam por si. Um exemplo disso é Hiroyuki Oi, da Estância Célia, que tem mais de 1250 hectares dedicados principalmente ao cultivo da soja, no município de Itapetininga, interior de São Paulo.  Sua produtividade foi destaque no Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja, promovido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), entidade sem fins lucrativos que trabalha estrategicamente em prol da sojicultura do país.  Com uma média de 119,25 sacas por hectare, ele foi o agricultor campeão da região Sudeste na safra de 2024/2025.

Com mais de 35 anos de experiência no setor, Hiroyuki já presenciou muitas mudanças no campo. “Hoje vivemos uma agricultura muito mais dinâmica do que no passado. Trabalhamos para colher até três safras por ano”, afirma. Segundo ele, a parceria com BASF Soluções para Agricultura tem sido fundamental para garantir a proteção da lavoura diante de desafios cada vez mais complexos - de pragas a novas doenças. "A BASF tem um dos portfólios mais completos do mercado, com soluções eficazes em todas as áreas: fungicidas, inseticidas, tratamento de sementes e herbicidas, além de sementes e biotecnologia”, destaca.

Outro exemplo emblemático de como a inovação tem impulsionado a produtividade no campo é o Sistema Clearfield® para a produção de arroz. Desenvolvido pela BASF Soluções para Agricultura, a tecnologia revolucionou o cultivo do grão ao combinar sementes geneticamente selecionadas com herbicidas de alta eficiência. Isso permitiu o manejo sustentável de plantas daninhas como o arroz vermelho, uma das principais ameaças às lavouras. A solução ainda tornou viáveis áreas antes improdutivas e contribuiu para elevar em até 36% a produtividade no Rio Grande do Sul, principal estado produtor. O Clearfield® também reduziu o consumo de recursos naturais, com diminuição de 30% no uso de diesel e de água bombeada e de 25% na energia empregada no processo produtivo.

“O futuro da produção de arroz no Brasil passa por tecnologias integradas e práticas sustentáveis. O Clearfield® continuará sendo uma importante ferramenta, mas evoluindo junto com novas soluções como o Sistema Provísia® e sementes híbridas de arroz Lidero® da empresa com alta produtividade e qualidade de grãos. Inovações como essas fazem do Brasil referência global em agricultura tropical”, ressalta Graciela.

Esse tipo de resultado mostra o que é possível alcançar quando o conhecimento técnico, a inovação e o suporte estratégico se encontram no campo.

Semeando o futuro

Apesar de ser um dos maiores produtores de alimentos do mundo, o Brasil ainda tem espaço para crescer. De acordo com Gustavo Spadotti, o país reúne as três principais condições para continuar avançando em produtividade de forma sustentável: aumento de área cultivada sobre pastagens degradadas que somam dezenas de milhões de hectares com potencial de recuperação; redução da distância entre os produtores mais tecnificados e aqueles que operam abaixo do potencial; e intensificação do uso da terra por meio de tecnologias. "Esse conjunto de caminhos, aliado à inovação em bioinsumos, agricultura digital e melhoramento genético mostra que o Brasil tem condições de aumentar sua produtividade sem comprometer seus recursos naturais”, ressalta.

Esse olhar se conecta à análise de Felippe Serigati, que reforça o papel estratégico da inovação para o futuro do setor. Segundo ele, muitas das tecnologias capazes de tornar o agro brasileiro mais resiliente às mudanças climáticas já estão disponíveis, mas o desafio agora é ampliar sua adoção. Entre as práticas estão os sistemas integrados, como lavoura-pecuária-floresta, o plantio direto bem executado e a fixação biológica de nitrogênio. Todas elas contribuem para aumentar a produtividade ao mesmo tempo em que reduzem custos e a pegada de carbono. "O nosso esforço é difundir tecnologia para uma fração maior do setor”, conclui.

Essa necessidade de ampliar o acesso às soluções sustentáveis também é destacada por Ademar De Geroni Jr., vice-presidente de Marketing Estratégico na BASF Soluções para Agricultura para América Latina. Para ele, entender as necessidades dos agricultores é essencial no desenvolvimento de tecnologias que realmente façam a diferença no campo.

"É nesse contexto e por meio do entendimento profundo daquilo que é importante para os agricultores, que a ciência e a inovação impulsionam o desenvolvimento agrícola sustentável. É necessário ter em conta as melhores práticas de manejo no campo, com o uso de soluções integradas, incluindo também as ferramentas digitais, a fim de manter as lavouras produtivas e resilientes”, destaca.

Uma dessas soluções digitais já existentes no Brasil e que ajuda o agricultor a produzir mais com menor impacto ambiental, é o xarvio® FIELD MANAGER, plataforma de agricultura digital da BASF. Entre suas funcionalidades, o Mapeamento Digital de Plantas Daninhas se destaca por permitir uma aplicação localizada de herbicidas, o que pode gerar uma economia de insumos superior a 60% no cultivo de soja e algodão – e até 90% em cana-de-açúcar. Além disso, essa tecnologia contribui para a preservação de recursos naturais, capaz de reduzir o consumo de cerca de 36 mil litros de água a cada mil hectares. Com uma maior precisão no momento da aplicação, o agricultor também economiza tempo de máquina em campo e diminui seu custo de produção, ao mesmo tempo em que contribui para uma agricultura mais sustentável.

Os agricultores também enxergam oportunidades claras para o futuro do setor. Hiroyuki Oi acredita que o Brasil reúne condições únicas para se consolidar como referência mundial em sustentabilidade e produtividade. Para ele, o sistema de plantio direto já garante ganhos ambientais importantes, e novas soluções devem ampliar esse caminho. Eu acho que o Brasil, só por estar baseado no sistema de plantio direto, já é sustentável na questão de emissão de CO2. Nós estamos muito à frente do que é feito lá fora", afirma. O agricultor aposta em avanços no uso de biológicos, diversidade de espécies e novas análises de solo como fatores decisivos para que o país continue se destacando.

Na mesma linha, Lauro Andrade reforça que a inovação precisa seguir garantindo competitividade para os produtores e segurança para os consumidores. Olhando para a frente, o que esperamos da agricultura é que ela consiga se manter cada dia mais inovadora, oferecendo produtos de qualidade e com maior produtividade”, projeta.

Os desafios são inúmeros e os cenários desafiadores se apresentam e mudam em uma velocidade recorde na história, impactando produtores, consumidores e toda cadeia do agronegócio. Pensando nos próximos passos da agricultura brasileira, especialistas e agricultores concordam: o Brasil tem diante de si a chance de continuar sendo o protagonista da segurança alimentar global e da transição para energia renovável. Para a BASF Soluções para Agricultura, construir esse futuro de maneira sustentável faz parte de sua missão. E isso acontecerá a partir da soma de ciência, inovação e práticas que respeitem o meio ambiente. Nesse sentido, a companhia faz tudo que está ao seu alcance para trabalhar em parceria com a sociedade para disponibilizar soluções que reforçam seu amor ao maior trabalho da terra.