Agricultura

Valeos® | Bula e informações do herbicida BASF para controle de plantas daninhas em florestas

Proteja sua floresta da buva, corda-de-viola e outras daninhas de difícil controle que reduzem a rentabilidade e a produtividade do seu negócio.

Valeos® é o herbicida da BASF desenvolvido para o controle eficaz de plantas daninhas de folhas largas em florestas comerciais. Com ação de contato e efeito rápido, o produto é ideal para controle de espécies de plantas daninhas representativas em culturas como eucalipto, pinus e seringueira. Valeos® atua rapidamente após a aplicação, mostrando os primeiros sintomas em até 48 horas, o que permite uma resposta visual imediata e redução do risco de interferência por chuvas.

Este herbicida é formulado para proporcionar alta eficiência, mesmo em condições adversas, e sua aplicação contribui para intervalos mais longos entre o manejo, otimizando custos e tempo. Seja na fase inicial ou em rebrota, Valeos® possibilita um ambiente limpo e favorável para o desenvolvimento pleno das florestas plantadas.

Benefícios Valeos®

  • Pode ser aplicado em pré-plantio;
  • Não altera o manejo da empresa;
  • Ação rápida, primeiros sintomas em até 48 horas;
  • Controle eficiente de plantas daninhas de folha larga;
  • Aplicação em baixas doses, reduzindo a quantidade de embalagens transportadas.

Principal cultura que protege

Veja para qual cultura o Valeos® é indicado 

Principais pragas que Valeos® controla

Saiba mais sobre as pragas foco do herbicida Valeos®

Culturas, Pragas e Doses

Florestas

Cultura*

Alvo biológico 

Nome comum/científico

Estágio das 

plantas daninhas

Dose**

g p.c./ha

Volume de calda

(L/ha)

Número máximo

de aplicações

Acácia 

Negra

Dessecação de plantas daninhas em pós-transplante das mudas e pós-emergência das plantas daninhas em jato dirigido***

Corda-de-viola (Ipomoea hederifolia)

4 - 6 folhas 35 - 200 150 - 400 5

Guanxuma (Sida rhombifolia)

Trapoeraba (Commeiina benghalensis)

Eucalipto

Dessecação de plantas daninhas em pós-transplante das mudas e pós-emergência das plantas daninhas em jato dirigido***

Erva-quente (Spermacoce latifólia)

4 - 6 folhas 50 - 200 150 - 400 5

Picão-preto (Bidens pilosa)

Poaia-branca (Richardia brasiliensis)

Guanxuma (Sida rhombifolia)

4 - 6 folhas 35 - 200

Trapoeraba (Commeiina difusa)

4 -  8 folhas

Buva (Conyza canadensis)

6 - 8 folhas
Pinus

Dessecação de plantas daninhas em pós-transplante das mudas e pós-emergência das plantas daninhas em jato dirigido***

Agriãozinho (Synedrolopsis grisebachii)

4 - 60 folhas 50 - 140 150 - 400 5

Erva-de-santa-luzia (Chamaesyce hirta)

Erva-quente (Spermacoce latifolia)

Caruru-de-mancha (Amaranthus viridis)

6 - 8 folhas 35 - 140

Corda-de-viola (Ipomoea quamoclit)

Crescimento vegetativo/pré-florescimento

Mostarda (Brassica rapa)

4 - 6 folhas
Seringueira

Dessecação de plantas daninhas em pós-transplante das mudas e pós-emergência das plantas daninhas em jato dirigido***

Erva-quente (Spermacoce latifolia)

4 - 6 folhas 50 -140 150 - 400 5

Guanxuma (Sida rhombifolia)

35 - 140

p.c. = produto comercial (1 kg de Valeos® equivale a 700 g i.a. de Saflufenacil);

i.a. = ingrediente ativo;

* Adicionar adjuvante não iônico na dose 0,5% a 2% v/v na calda de pulverização.

** Utilizar as maiores doses em áreas de alta incidência das plantas daninhas ou quando estas

estiverem com estágios mais avançados e/ou para se conseguir um maior período de controle. 

*** Para manejo e complementação no controle de infestações de gramíneas, recomenda-se herbicidas

a base de glifosato ou outros herbicidas graminicidas registrados, conforme dose e recomendações de

uso descrito na bula.

Composição

Ingredientes Ativos Grupos Químicos Concentrações Formulações
Saflufenacil Pirimidinadiona (uracila)

700 g/kg (70% m/m)

Grânulos Dispersíveis em Água (WG)
Mistura de metilnaftalenossulfonato de sódio

Sal de naftaleno sulfato

10 g/kg (1% m/m) Grânulos Dispersíveis em Água (WG)

Instruções de uso

Valeos® é um herbicida seletivo condicional de contato, contendo o ingrediente ativo de nome comum Saflufenacil (Grupo E – HRAC), registrado com a marca global Kixor®. Kixor® é uma molécula desenvolvida para controle de plantas daninhas de folhas largas inclusive as infestantes de difícil controle, quando aplicado em pós emergência e jato dirigido nas entrelinhas de culturas florestais.

Modo de ação:

Valeos® (Saflufenacil) é um potente inibidor da enzima protoporfirinogênio oxidase (Protox), pertence ao grupo químico pirimidinadiona (uracila). Portanto, um herbicida seletivo condicional de contato, que em doses altas tem ação em pré-emergência das plantas daninhas com atividade residual no solo. A enzima Protox está presente na rota de síntese da clorofila e dos citocromos. Nas doses recomendadas, o uso de Valeos® interrompe a capacidade de síntese destes compostos em plantas sensíveis. O resultado desta ação é o aumento dos níveis de protoporfirinogênio no cloroplasto, que migram para o citoplasma e em seguida são convertidos para protoporfirina-IX, um pigmento fotodinâmico que em presença de luz e oxigênio gera radicais livres (oxigênio singleto). Estas moléculas são altamente reativas, provocando a peroxidação dos lipídeos das membranas, e consequente morte celular. Valeos® é rapidamente absorvido pelas raízes e partes aéreas das plantas em pleno crescimento vegetativo. Uma vez absorvido pelas plantas é prontamente translocado via xilema com algum movimento no floema. A seletividade em espécies tolerantes é devido a barreira física e também pela metabolização mais rápida do produto. Valeos® é seletivo em aplicações de jato dirigido nas

culturas de seringueira, pinus, eucalipto e acácia negra.

Valeos® é recomendado para os seguintes usos e culturas conforme as especificações das recomendações desta bula:

Culturas: seringueira, eucalipto, pinus e acácia negra.

Tipos de manejo/culturas:  Controle de plantas daninhas em aplicações em jato dirigido em culturas florestais: seringueira, eucalipto, pinus e acácia negra.

Plantas daninhas:

As seguintes plantas daninhas têm sido controladas por Valeos® conforme estudos oficiais em diversas culturas especificadas nas recomendações desta bula: agriãozinho (Synedrellopsis grisebachii), buva, voadeira, rabo-de-foguete (Conyza. canadensis), caruru-de-mancha (Amaranthus viridis), corda-deviola, corriola (Ipomoea quamoclit Ipomoea hederifolia), erva-de-santa-luzia (Chamaesyce hirta), ervaquente (Spermacoce latifolia), guanxuma (Sida rhombifoiia), mostarda (Brassica rapa) picão-preto (Bidens pilosa), poaia-branca (Richardia brasiliensis) e trapoeraba (Commelina benghalensis,  Commelina diffusa).

Modo de aplicação

Preparo da calda: O responsável pela preparação da calda deve usar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) indicados para esse fim. Colocar água limpa no tanque do pulverizador (pelo menos 3/4 de sua capacidade) ou de tal forma que atinja a altura do agitador (ou retorno) e, com a agitação acionada, adicionar a quantidade recomendada do produto. Também manter a calda sob agitação constante durante a pulverização. A aplicação deve ser realizada no mesmo dia da preparação da calda.

Por se tratar de uma formulação do tipo WG (Grânulos Dispersíveis em Água) o produto deve ser adicionado lentamente no tanque do pulverizador sob agitação constante ou pré-dissolvidos em recipientes adequados.

Adicionar o adjuvante à calda após o produto, conforme recomendação descrita no item CULTURAS, PLANTAS DANINHAS e DOSES.

Informações sobre os equipamentos de aplicação a serem usados:

*Aplicação Terrestre: seguir as recomendações abaixo para uma correta aplicação:

Equipamento de aplicação: utilizar equipamento de pulverização provido de barras apropriadas. Ao aplicar o produto, seguir sempre as recomendações da bula. Proceder a regulagem do equipamento de aplicação para assegurar uma distribuição uniforme da calda e boa cobertura do alvo desejado. Evitar a sobreposição ou falha entre as faixas de aplicação utilizando tecnologia apropriada. Nas aplicações de jato dirigido, evitar que o produto atinja as folhas da cultura, sendo recomendado o uso de “Chapéu de Napoleão” ou barras laterais protetoras específicas para jato dirigido que evitem deriva de calda sobre as partes verdes das culturas.

Volume de calda por hectare (taxa de aplicação): recomenda-se o volume de calda entre 150 a 400 L/ha, dependendo do cultivo e manejo a ser adotado. Seguir as recomendações do item “CULTURAS, PLANTAS DANINHAS e DOSES” e “NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO”.

Volumes maiores de aplicação favorecem a deposição e cobertura dos alvos pela calda. Se for necessário aumentar o volume de aplicação, selecionar pontas de maior vazão como descrito nos itens Seleção de pontas de pulverização e Pressão de trabalho.

Seleção de pontas de pulverização: a seleção correta da ponta é um dos parâmetros mais importantes para boa cobertura do alvo e redução da deriva. Pontas que produzem gotas finas apresentam maior risco de deriva e de perdas por evaporação (vide CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS). Dentro deste critério, usar pontas que possibilitem boa cobertura das plantas alvo e produzam gotas de classe acima de grossas (C), conforme norma ASABE S572.1. Em caso de dúvida quanto a seleção das pontas, pressão de trabalho e tamanho de gotas gerado, consultar a recomendação do fabricante da ponta (bico).

Pressão de trabalho: observar sempre a recomendação do fabricante e trabalhar dentro da pressão recomendada para a ponta, considerando o volume de aplicação e o tamanho de gota desejado. Para muitos tipos de pontas, menores pressões de trabalho produzem gotas maiores. Quando for necessário elevar o volume de aplicação, optar por pontas que permitam maior vazão (maior orifício) ao invés do aumento da pressão de trabalho. Caso o equipamento possua sistema de controle de aplicação, assegurar que os parâmetros de aplicação atendam a recomendação de uso.

Velocidade do equipamento: selecionar uma velocidade adequada às condições do terreno, do equipamento e da cultura. Observar o volume de aplicação e a pressão de trabalho desejada. A aplicação efetuada em velocidades mais baixas, geralmente resulta em uma melhor cobertura e deposição da calda na área alvo.

Altura de barras de pulverização: a barra deverá estar posicionada em distância adequada do alvo, conforme recomendação do fabricante do equipamento e pontas, de acordo com o ângulo de abertura do jato. Quanto maior a distância entre a barra de pulverização e o alvo a ser atingido, maior a exposição das gotas às condições ambientais adversas, acarretando perdas por evaporação e transporte pelo vento.

Aplicação com equipamento costal: Para aplicações costais, manter constante a velocidade de trabalho e altura da lança, evitando variações no padrão de deposição da calda nos alvos, bem como a sobreposição entre as faixas de aplicação. Nas aplicações de jato dirigido, evitar que o produto atinja as folhas da cultura, sendo recomendado o uso de “Chapéu de Napoleão” ou barras laterais protetoras específicas para jato dirigido que evitem deriva de calda sobre as partes verdes das culturas.

O aplicador do produto deve considerar todos estes fatores para uma adequada utilização, evitando atingir áreas não alvo. Todos os equipamentos de aplicação devem ser corretamente calibrados e o responsável pela aplicação deve estar familiarizado com todos os fatores que interferem na ocorrência da deriva, minimizando assim o risco de contaminação de áreas adjacentes.

Número, Época e Intervalo de aplicação

Modo de ação:

Valeos® (Saflufenacil) é um potente inibidor da enzima protoporfirinogênio oxidase (Protox), pertence ao grupo químico pirimidinadiona (uracila). Portanto, um herbicida seletivo condicional de contato, que em doses altas tem ação em pré-emergência das plantas daninhas com atividade residual no solo. A enzima Protox está presente na rota de síntese da clorofila e dos citocromos. Nas doses recomendadas, o uso de Valeos® interrompe a capacidade de síntese destes compostos em plantas sensíveis. O resultado desta ação é o aumento dos níveis de protoporfirinogênio no cloroplasto, que migram para o citoplasma e em seguida são convertidos para protoporfirina-IX, um pigmento fotodinâmico que em presença de luz e oxigênio gera radicais livres (oxigênio singleto). Estas moléculas são altamente reativas, provocando a peroxidação dos lipídeos das membranas, e consequente morte celular. Valeos® é rapidamente absorvido pelas raízes e partes aéreas das plantas em pleno crescimento vegetativo. Uma vez absorvido pelas plantas é prontamente translocado via xilema com algum movimento no floema. A seletividade em espécies tolerantes é devido a barreira física e também pela metabolização mais rápida do produto. Valeos® é seletivo em aplicações de jato dirigido nas

culturas de seringueira, pinus, eucalipto e acácia negra.

Valeos® é recomendado para os seguintes usos e culturas conforme as especificações das recomendações desta bula:

Culturas: seringueira, eucalipto, pinus e acácia negra.

Tipos de manejo/culturas:  Controle de plantas daninhas em aplicações em jato dirigido em culturas florestais: seringueira, eucalipto, pinus e acácia negra.

Plantas daninhas:

As seguintes plantas daninhas têm sido controladas por Valeos® conforme estudos oficiais em diversas culturas especificadas nas recomendações desta bula: agriãozinho (Synedrellopsis grisebachii), buva, voadeira, rabo-de-foguete (Conyza. canadensis), caruru-de-mancha (Amaranthus viridis), corda-deviola, corriola (Ipomoea quamoclit Ipomoea hederifolia), erva-de-santa-luzia (Chamaesyce hirta), ervaquente (Spermacoce latifolia), guanxuma (Sida rhombifoiia), mostarda (Brassica rapa) picão-preto (Bidens pilosa), poaia-branca (Richardia brasiliensis) e trapoeraba (Commelina benghalensis,  Commelina diffusa).

Intervalo de Segurança

Cultura Dias
Eucalipto UNA (uso não alimentar)
Pinus
Acácia Negra
Seringueira

Armazenamento

  • Mantenha o produto em sua embalagem original sempre fechada.
  • O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais.
  • A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
  • O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
  • Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO, VENENO.
  • Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
  • Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
  • Em caso de armazéns, devem ser seguidas as instruções constantes na NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
  • Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

Precauções Gerais

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ATENÇÃO

ESTE PRODUTO É PERIGOSO À SAÚDE HUMANA, ANIMAL E AO MEIO AMBIENTE. USO AGRÍCOLA. VENDA SOB RECEITUÁRIO AGRONÔMICO. CONSULTE SEMPRE UM AGRÔNOMO. INFORME-SE E REALIZE O MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS. DESCARTE CORRETAMENTE AS EMBALAGENS E OS RESTOS DOS PRODUTOS. LEIA ATENTAMENTE E SIGA AS INSTRUÇÕES CONTIDAS NO RÓTULO, NA BULA E NA RECEITA. UTILIZA OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL.

A Ficha de Emergência (FET) acompanha os produtos durante o processo de transporte.

Em caso de dúvidas, ligue 0800 011 2273.