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Agricultura

Manejo incorreto pode resultar em perdas de mais da metade das lavouras 

O Brasil é o maior produtor mundial de soja. Anualmente, são produzidas em média 130 milhões de toneladas do grão. Para manter-se nesse posto, a condução das lavouras de soja deve ser de excelente qualidade.

 

Por isso, o manejo correto das doenças é imprescindível. Nesse caso, entender quais são essas doenças, os patógenos que mais afetam a sojicultura e como elas se disseminam, é primordial para garantir a alta produtividade e a alta rentabilidade das lavouras.  

 

Hoje existem cerca de 40 doenças da soja reconhecidas no Brasil, de acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). No entanto, três delas são as que mais provocam perdas nas plantações — ferrugem asiática, mancha-alvo e oídio. 

Ferrugem asiática: a mais temida 

Causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, a doença pode causar perdas de até 90% das lavouras de soja, segundo a Embrapa.

 

De acordo com o Consórcio Antiferrugem, a doença é a mais severa da cultura no Brasil e por isso, exige, em média, US$ 2,8 bilhões por safra para seu manejo.

 

A principal forma de contaminação da ferrugem é por meio da alta umidade e do molhamento foliar — uma situação bastante comum em períodos chuvosos.

 

No entanto, há outras situações que favorecem sua disseminação. Temperaturas entre 18 °C e 26,5 °C, o cultivo de soja e plantas tiguera na entressafra são ótimos para o desenvolvimento da doença.

 

Para o combate da ferrugem, a Embrapa indica o uso de fungicidas devidamente registrados, de dupla ação, o plantio de cultivares resistentes, a semeadura no início da safra e o cumprimento do vazio sanitário.

Mancha-alvo: uma doença que exige atenção

Com o passar do tempo, os fungos causadores da mancha-alvo desenvolveram uma resistência a maioria dos fungicidas existentes no mercado. Com isso, nas últimas safras, produtores de todo o Brasil notou um aumento na incidência da doença.

 

Gerada pelo fungo Corynespora cassiicola, se desenvolve muito bem em restos de culturas na entressafra e em regiões de alta temperatura e umidade, como é o caso das regiões do cerrado e do norte do Brasil.

 

Conforme a Embrapa, quando não controlada, pode ocasionar em perdas de até 40% da produtividade da lavoura.

 

A mancha-alvo pode atingir a plantação em qualquer época do cultivo, assim como afetar qualquer parte da planta. No entanto, é facilmente identificada, por meio de manchas circulares, com pontos pretos no centro, nas plantas.

 

Para o combate da doença é indicado o uso de cultivares resistentes ao fungo e uso de sementes certificadas, a rotação de culturas com espécies de gramíneas — como o milho — e a utilização de fungicidas devidamente registrados para o alvo e cultivo. 

Oídio: doença que preocupa sojicultores do Sul

Ocasionada pelo fungo Microsphaera diffusa, a doença se desenvolve em todo o Brasil. No entanto, em regiões com temperaturas abaixo dos 30ºC e baixas umidades sua incidência é maior. Ou seja, em lavouras de soja do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

 

A manifestação da doença na soja pode ocorrer em qualquer estágio de seu desenvolvimento. Porém, no período de floração (R1) sua visualização é mais fácil. Se nada for feito, sua presença pode causar prejuízos de até 35% da produtividade, como aponta a Embrapa.

 

Para evitar o fungo, é preciso fazer uso de cultivares resistentes e de fungicidas, caso a doença tome conta de, pelo menos, metade da altura das plantas. 

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