Brasil
Agricultura

Produtividade das lavouras de soja dobrou nas últimas três décadas no Brasil

O objetivo de todo produtor de soja é colher mais grãos ao fim de uma safra. A meta é sempre a mesma — quanto mais sacas de soja por hectare, melhor. 

Hoje, sendo o Brasil o maior produtor mundial do grão, fica clara a rentabilidade das lavouras de soja espalhadas pelo país. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na safra 2021/2022, foram produzidas mais de 138 milhões de toneladas de grãos de soja. A produtividade naquele período foi maior que 58 sacas do grão por hectare.

 

Para garantir esses bons resultados na época da colheita, o sojicultor precisa levar a sério as técnicas de manejo do solo e o monitoramento frequente de sua lavoura. Além disso, podem contar com o clima favorável e a tecnologia a favor, seja com a biotecnologia ou com equipamentos modernos. 

Seguindo esses passos, apenas o clima poderá impedir os bons rendimentos da lavoura ao fim da safra, já que esse não tem como ser controlado, apenas previsto.

Regiões diferentes, produtividades distintas

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produtividade média de uma lavoura é calculada a partir do desempenho econômico da soja. 

 

“É a quantidade de produto auferido por área em razão do mais fundamental insumo da produção agrícola, a área. Trata-se, portanto, de importante indicador agrícola e sua redução, ou mesmo estabilidade, desperta a atenção e o interesse de todas as partes envolvidas no processo produtivo”. 

 

Conforme dados da Conab, disponibilizados pela Embrapa, o Paraná é o estado com maior produtividade média do grão, tendo registrado 3.537 kg por hectare (quase 59 sacas por hectare). Em segundo lugar está Mato Grosso, o maior produtor de soja do Brasil, com uma produtividade de 3.492 kg por hectare (o equivalente a 58,2 sacas por hectare). 

 

Esses dados demonstram um significativo crescimento na produtividade média das lavouras do país. Segundo a estimativa histórica da Conab,  na safra de 1989/1990, a produtividade média nacional de soja era de 1740 kg/ha. Hoje esse valor é quase o dobro, sendo estimado em 3.517 kg/ha.

 A importância do manejo

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o manejo do solo é a primeira e mais importante etapa do cultivo da soja. Quando feito de maneira correta, aumenta a produtividade da cultura em até 30%. 

 

“O manejo compreende um conjunto de práticas que se forem planejadas e adotadas corretamente reduzem o impacto ambiental, os custos de produção e, com o passar dos anos, aumentam a produtividade das culturas”.

Técnicas a seguir

Entre as técnicas de manejo, o sistema de plantio direto, com a rotação de culturas, é uma das mais eficientes. Isso porque, com a palhada, promove a proteção do solo contra erosões e fortalece as raízes, tornando-as mais resistentes a doenças, pragas ou ervas daninhas. 

 

Além disso, o produtor deve optar por realizar o plantio ou a colheita no período correto, nem antes, nem depois. Assim, contará com as condições ideais para a operação. Contar com maquinários de qualidade, regulados e trabalhando na velocidade ideal é imprescindível.   

 

Investir na análise do solo antes do plantio da soja e na compra de sementes certificadas e até mesmo no tratamento delas, também são opções que o sojicultor deve seguir.

 

Por fim, é fundamental que o monitoramento da lavoura aconteça com frequência. Para isso, o produtor pode criar suas próprias regras, como estabelecer uma rotina de visitas no campo, com dias e horários específicos, e  fazer imagens da lavoura em todas as idas, para comparar cor e tamanho. 

 

Nesse processo de monitoramento, o sojicultor deve ficar atento a todos os sinais que a lavoura apresenta. Como explica Daniel Holzhausen, consultor de Marketing de Soja da BASF, a melhor maneira de identificar a presença de alguma doença na soja é prestando atenção às alterações, “que se destacam das características consideradas normais para soja em cada estádio fenológico”. 

Leia mais:

Conheça as soluções da BASF para este cultivo: