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Manter observação permanente das lavouras é a melhor forma de detectar as doenças logo no início da infestação

A soja é o principal produto agrícola brasileiro, seja em nossa pauta de exportações, seja em seu impacto interno na economia. Segundo estimativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o cultivo do grão deve representar quase R$ 360 bilhões no cálculo do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), em 2022.

 

O VPV é calculado “com base na produção agrícola e pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país dos 26 maiores produtos agropecuários nacionais”, segundo define o próprio Mapa. Maior produtor mundial do grão, o país deve colher 140 milhões de toneladas da soja, em uma área cultivada de 41 milhões de hectares.

 

Para garantir a boa produtividade da lavoura, os sojicultores enfrentam muitos desafios, como os fenômenos climáticos e a incidência de pragas e doenças. Contra os humores do clima, há pouco a se fazer. Mas evitar a incidência de doenças e controlar a sua presença nas lavouras é parte fundamental da rotina dos produtores.

 

Sua primeira missão é saber como identificá-las, pois, quando não reconhecidas, as doenças podem provocar perdas de toda a safra, como no caso da ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi

Como identificar doenças da soja 

Segundo o consultor, durante o monitoramento da lavoura na propriedade, o produtor deve ficar atento às alterações, “que se destaquem das características consideradas normais para soja em cada estádio fenológico”. Presença de manchas ou pontos nas folhas, queda precoce das folhas, mudanças na coloração, presenças de cancros nas hastes, mal desenvolvimento radicular, entre outros sintomas, são sinal de alerta para a ação do agricultor.

 

Como o monitoramento é uma atividade minuciosa, os agricultores têm usado os benefícios do sensoriamento remoto para facilitar a identificação de potenciais doenças através de imagens de satélite. A perda de biomassa e a alteração dos padrões de cores são capturados por suas lentes, permitindo a identificação de anomalias nas lavouras.

A BASF conta com a plataforma global de soluções digitais xarvio, o FIELD MANAGER, em que os agricultores podem acompanhar o desenvolvimento dos campos de três em três dias através de imagens de satélite sem interferência de nuvens. Através destas imagens e do índice de biomassa, é possível identificar as diferentes zonas dentro de um mesmo talhão e aumentar a assertividade no monitoramento e na tomada de decisão.

 

Através de uma análise morfológica, é possível identificar padrões exclusivos à determinados patógenos, facilitando ao tomador de decisão a escolha da melhor solução.

 

Entre as doenças da soja, as que mais provocam perdas nas lavouras são as fúngicas, ou seja, que seu agente causador é um fungo. Dentre as inúmeras doenças da cultura, existem três que mais comprometem a produtividade da cultura e afetam os rendimentos do cultivo.

 

São elas, ferrugem asiática, mancha-alvo e antracnose. Essas doenças, quando não manejadas adequadamente e em situações mais graves, podem levar a perdas totais das lavouras. Entenda como identificar os sintomas dessas doenças em estágio inicial. 

Ferrugem asiática 

Causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, a ferrugem asiática é considerada a principal doença da soja no Brasil. Sua incidência no campo pode ocorrer em qualquer fase do ciclo da cultura, principalmente nas folhas, além de cotilédones, e hastes.

 

Os sintomas iniciais são pontos pequenos na parte superior das folhas da planta, com coloração verde-acinzentada, que pode evoluir a marrom-escuro e avermelhado.

 

Em sua outra extremidade, são formadas urédias (pústulas globosas) de cor castanho-claro. Observá-las detalhadamente, é a melhor maneira de garantir a identificação correta da ferrugem, pois só elas conseguem diferenciar a doença das outras existentes no campo.

 

Já em estágio avançado, a ferrugem pode ser notada nas folhas, que secam, ficam amarelas e começam a cair antes do tempo (desfolha precoce). 

Mancha-alvo

A mancha-alvo é uma doença que vem tendo destaque na sojicultura nas últimas safras, devido ao aumento de sua incidência nas lavouras. Provocada pelo fungo Corynespora cassiicola, também pode atingir a lavoura em qualquer momento e afetar as diferentes partes da planta, como as folhas, hastes, raízes, vagens e sementes.

 

Sua identificação é bastante fácil e pode ser feita, inicialmente, por meio de pequenos pontos pardos, que evoluem para manchas circulares, com uma cor que varia de castanho-clara a castanho-escura. Nessas manchas, geralmente, há um ponto escuro em seu centro, o que lembra um alvo.

 

Assim como na ferrugem, em estágio avançado, plantas com mancha-alvo sofrem desfolha precoce, comprometendo, assim, a formação de fotoassimilados e desenvolvimento (enchimento) dos grãos.

Antracnose

Doença causada pelo fungo Colletotrichum truncatum, pode ter seus sintomas verificados nas folhas da soja, que inicialmente apresentam estrias escuras e manchas em suas bordas.

 

Em suas partes mais afetadas, são desenvolvidos pontos escuros, que, quando em estágio avançado, cobrem todas as folhas. Assim como em outras doenças da soja, a antracnose provoca a desfolha precoce e ocasiona manchas escuras nas hastes e pecíolos da soja. 

Identificando outras doenças 

Como são inúmeras as doenças da soja, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) publicou em 2014 o Manual de identificação de doenças de soja. Nele é possível identificar os sintomas das principais doenças que acometem as lavouras em todo o Brasil. 

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