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Quais as variedades de tomate e como escolher a ideal? | BASF

O tomate é uma das hortaliças mais consumidas em todo o mundo, em especial no Brasil, que também é uma das nações que mais produz o alimento. 

Sendo assim, há uma infinidade de variedades disponíveis no mercado, que variam desde os frutos tradicionais de cor vermelha, até os com coloração verde ou roxa. A forma e o tamanho dos tomates disponíveis hoje no mercado também variam de acordo com a variedade. 

Conforme a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), há pelo menos seis grupos de variedades do tomate no Brasil. Continue a leitura e verifique quais são eles.

Tomate Santa Cruz

Está entre as variedades mais comuns de tomate, sendo utilizado principalmente para a preparação de pratos culinários, em especial saladas. Com frutos mais firmes, sem muito suco, essa variedade se desenvolve melhor em regiões de temperaturas amenas. 

Sendo plantas altas, possuem crescimento indeterminado, ou seja, continuam crescendo após o florescimento. Além disso, são frutos bi ou triloculares que podem chegar a pesar até 200g. 

Por ser uma variedade bastante comum, os tomates deste grupo possuem um preço menor em relação aos outros disponíveis no mercado. 

Tomate Caqui ou Tomate Maçã

Variedade com um dos maiores tamanhos entre os tomates, por isso o nome caqui e maçã. Sendo suculento e também um pouco mais doce do que as outras variedades, é bastante utilizado na preparação de saladas. 

Também chamado de Tomate Salada, é conhecido como “tomatão”, devido ao seu tamanho, que pode chegar a pesar até 500g, de acordo com a Embrapa.  

Trata-se de uma cultivar com hábito de crescimento tanto determinado, quanto indeterminado para os frutos pluriloculares (quatro ou mais lóculos). 

Tomate-cereja

Esta é a menor variedade de tomate disponível no mercado. Com frutos pequenos e de coloração vermelha ou amarela, esta é uma variedade bastante saborosa e utilizada na culinária. Por isso, o seu preço é mais elevado em comparação com outras variedades. 

Os tomates desse grupo se desenvolvem em pequenas pencas, gerando entre 12 a 18 cachos. O hábito de crescimento do tomate-cereja também é indeterminado. 

Tomate-italiano ou saladete

A principal característica das variedades de tomate deste grupo é a formação de frutos alongados, com comprimento entre 7 cm e 10 cm. Diferente de outras variedades, esta tem um sabor intenso, coloração mais clara e pele mais firme. 

Suculentos, são uma ótima opção para a preparação de saladas, molhos domésticos e também industriais. Por isso, o seu valor é um dos mais altos do mercado. 

Os tomates deste grupo — estimados em pelo menos nove híbridos — possuem hábito de crescimento indeterminado.

Tomate-industrial ou de processamento

Sendo utilizado apenas para a produção de molhos e extratos para a indústria, esta variedade está entre os produtos mais importantes do agronegócio. Seus frutos dão origem a um tomate mais rasteiro e bem vermelho. 

Apesar de sua finalidade ser para uso industrial, algumas regiões do Brasil acabam comercializando os melhores frutos, na forma in natura, para consumo doméstico. Essa é uma variedade de tomates que possui crescimento determinado. 

Tomate longa-vida: variedade ou característica? 

Os frutos deste grupo são utilizados como banco genético para serem introduzidos em outras variedades, por terem a característica importante de longa-vida. Ou seja, têm maior durabilidade após a colheita.

Como escolher a variedade ideal de tomate para a lavoura?

Antes de iniciar o plantio do tomate, é preciso levar em conta não apenas o gosto e o tamanho dos frutos do tomate. Ao determinar qual variedade plantar, é fundamental analisar prioritariamente qual o mercado que irá atender e, depois, avaliar e planejar o local de plantio, ciclo de desenvolvimento da variedade selecionada, características agronômicas, entre outros fatores importantes para obter uma ótima produção.

 

Tomates com hábito de crescimento determinado, por exemplo, são mais utilizados na agroindústria para o processamento. Já os tomates com crescimento indeterminado, são mais usados no consumo in natura.  

Sabendo dessas duas características, é preciso que o produtor saiba para qual fim será a sua produção: para a indústria ou para o consumidor final, que utilizará o tomate em saladas, por exemplo. 

 

Aliado a essa condição, o produtor deve definir a variedade ideal conforme as condições ambientais e o histórico de doenças e pragas da região da sua lavoura. Assim poderá adquirir cultivares resistentes, o que contribuirá para uma safra altamente rentável. 

Neste caso, contar com uma consultoria de um técnico ou engenheiro agrônomo pode ser uma ótima estratégia.  

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