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Agricultura

Saiba quais são as fases de crescimento do tomate

Assim como outras culturas – batatas, pimentas e pepinos, por exemplo – os frutos do tomateiro possuem cinco fases de crescimento e levam, em média, cerca de quatro meses para serem colhidos. 

Sendo o tomate uma das culturas mais produzidas e consumidas no Brasil, apresentando grande relevância econômica ao país, conhecer suas fases e quais as ações de manejo necessárias a cada uma delas é bastante importante para uma produção de frutos de qualidade. 

A fim de garantir os melhores cuidados e manejos durante a safra, confira, a seguir, as cinco fases de crescimento do tomate e suas características.   

Fase I: semeadura

No cultivo de tomate, o primeiro processo do plantio começa na semeadura. Nesta fase, para evitar problemas com doenças e pragas da cultura e garantir uma maior nutrição da planta, o mais indicado é que a semeadura ocorra em bandejas num viveiro de mudas, local próprio para favorecer a sua germinação e desenvolvimento inicial.

 

Assim, quando colocadas no solo da lavoura, por meio do transplantio, seja de forma manual, seja de forma mecanizada, as chances de mortalidade das mudas são menores, já que elas já estão bem desenvolvidas e com todos os nutrientes necessários. 

Esta é uma fase que pode durar entre três e quatro semanas, a depender da cultivar adotada para o plantio.

Fase II: crescimento vegetativo

Depois da semeadura, o tomateiro passa para a fase de crescimento vegetativo. Esta é a fase do desenvolvimento foliar do tomateiro, em que são formadas de seis a 11 folhas na planta. 

 

O estádio de crescimento vegetativo é muito importante no desenvolvimento do tomateiro. Isso porque as folhas têm papel fundamental no suprimento dos fotoassimilados para os drenos das plantas, seja para as flores e raízes, seja para os frutos e o ápice caulinar. 

 

Esta é uma fase que ocorre normalmente em um curto período de tempo e que, dependendo do hábito de crescimento (indeterminado ou determinado), pode dar origem a folhas laterais ao mesmo tempo em que inicia o desenvolvimento reprodutivo na planta. 

Fase III: florescimento

Quando se iniciam as primeiras inflorescências no tomateiro (pequenas flores), significa que a planta está em sua fase de florescimento. Esta é uma etapa em que a disponibilidade de fotoassimilados está diretamente relacionada às condições do ambiente, disponibilidade de luz, temperatura, água e nitrogênio (N). 

 

Nesse caso, quanto mais fotoassimilados a planta apresentar, melhor será o seu desenvolvimento reprodutivo e, como consequência, mais rápido será o processo de floração do tomateiro, já que todas as partes da planta receberão os nutrientes necessários para o seu crescimento. 

 

Nesta fase, as variedades com crescimento determinado param de produzir folhas, o que impacta diretamente na colheita, que ocorre em menor tempo e de maneira concentrada. Já as plantas com hábito indeterminado continuam emitindo folhas e flores ao longo das fases do seu desenvolvimento. 

 

Na prática, os tomates de crescimento indeterminado, utilizados normalmente in natura, apresentam frutos (verdes ou maduros) ao mesmo tempo em que emitem inflorescências e flores. Já as variedades de padrão determinado, aproveitadas para a produção industrial, dão frutos ao mesmo tempo e, como consequência, são colhidas em um único período. Isso tem relação direta com o tipo de manejo da cultura do tomateiro.

Fase IV: Frutificação e desenvolvimento 

Sendo a fase de desenvolvimento do tomateiro, esta é uma das fases mais importantes da safra. Isso porque qualquer problema, tanto com doenças ou pragas, quanto com condições ambientais, pode ser determinante para o início do crescimento dos frutos. 

O ideal é que o tomate chegue nesta fase quando as temperaturas médias no ambiente são em torno de 21º C, pois, quando em condições diferentes, a antese da primeira flor acontece mais tarde, o que atrasa o processo de plantio. 

  Nesta fase, que dura em média de cinco a seis semanas, o desenvolvimento dos frutos tende a ser mais lento no começo do período e mais rápido a partir da terceira semana, que normalmente é quando o tomate atinge o seu peso ideal e já se encaminha para o amadurecimento. 

Fase V: amadurecimento

O período de amadurecimento dos frutos de tomate dura, em média, de 35 a 60 dias depois da primeira antese aos frutos. Esse tempo varia de acordo com as variedades utilizadas pelos produtores e com as condições climáticas do ambiente. 

 

Na prática, essa fase se inicia quando o tomate sofre alteração em sua coloração. Assim, já está quase em seu peso ideal, porém ainda precisa amadurecer — vale ressaltar que o tomate continua seu processo de amadurecimento mesmo depois de colhido, sendo um fruto climatérico. 

 

No caso dos tomates para uso industrial, a cor é determinante. “O fruto deve apresentar cor vermelha-intensa e uniforme, externa e internamente. Tomates com boa coloração apresentam teores de licopeno (pigmento responsável pela coloração vermelha) na faixa de 5 a 8 mg/100 gramas de polpa”, aponta a Embrapa.  

 

Além disso, neste período, a composição química do fruto também sofre alterações, como aumento na quantidade de glicose e frutose, por exemplo, e na produção de etileno. 

Quanto tempo o tomate leva para se desenvolver?

De acordo com a Embrapa, o tomateiro precisa, em média, de 110 a 120 dias após a sua semeadura para atingir o seu ponto alto de maturação. 

Esse prazo pode ser para mais ou para menos, dependendo da variedade e das condições climáticas, do estado nutricional e da quantidade de água disponível para as plantas. 

Em caso de estresse, as plantas tendem a reduzir o seu ciclo, e aí, acabam não se desenvolvendo adequadamente, ou seja, seus frutos não atingem o peso e a produtividade necessários para a comercialização. 

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