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Agricultura

Quais as frutas que a mosca-das-frutas ataca? 

As moscas-das-frutas são as principais pragas das plantas frutíferas no Brasil, podendo atacar tanto espécies nativas quanto as cultivadas. Sua ação é tão devastadora que, quando não controlada adequadamente, pode levar a elevadas perdas de produção e afetar as exportações de frutas.Hoje, no Brasil, a espécie mais popular e ameaçadora aos pomares é a mosca-das-frutas sul-americana (Anastrepha fraterculus). Ela ataca produções em todo país. Porém, se apresenta em maior quantidade e intensidade no Sul, região em que estão localizados os principais produtores de maçãs do Brasil  — Fraiburgo e São Joaquim, em Santa Catarina e Vacaria, no Rio Grande do Sul. 

A mosca-das-frutas afeta pomares de maçãs, uvas, ameixas, citros, entre outras frutas, causando deformações nas frutas e afetando diretamente no desenvolvimento e produtividade das culturas. 

Além da mosca-das-frutas, também existe no Brasil, porém em menor incidência e importância, a mosca-do-mediterrâneo (Ceratitis capitata).  

Sendo o Brasil um dos maiores produtores de frutas no mundo, devido às suas características de solo e clima, é de extrema importância que os fruticultores saibam como a mosca-das-frutas se comporta e como combatê-la. Confira, a seguir, algumas informações sobre esse inseto.

Como identificar a mosca-das-frutas

Os adultos da mosca-das-frutas medem, em média, 7 mm de comprimento e apresentam uma cor no tom amarelado, que pode chegar a um castanho. Eles possuem asas transparentes com faixas ao redor, que formam a letra S ou o V na forma invertida. 

Já seus ovos, alongados e brancos, quando  sofrem a eclosão, dão origem às larvas. Essas também alongadas, ápodas e sem cápsula cefálica. As pupas são oblongas e de coloração marrom. 

Com relação às características da mosca-do-mediterrâneo — uma outra espécie da mosca-das-frutas, que afeta os pomares com menor intensidade — o seu tamanho é menor, chegando a medir, no máximo, 5 mm de comprimento. A sua cor também é amarelada, porém seu tronco é escuro e não possui faixas, apenas listras amarelas. 

Assim como a mosca-das-frutas, a mosca-do-mediterrâneio possui ovipositor. As características são as mesmas para os dois insetos-pragas.

Frutas mais atingidas pela mosca-das-frutas

O início do ataque da mosca-das-frutas na plantação depende muito da espécie de fruta. Porém, os seus danos são os mesmos, independente do pomar. Como ação, esse inseto-praga apresenta: 

 

  • Alteração no sabor da fruta

  • Deformação do fruto 

  • Amadurecimento precoce, podendo levar a podridão 

  • Queda dos frutos 

 

Diante dos sérios danos causados às frutas, confira a seguir qual o período de seu ataque nas frutas mais afetadas por sua ação e quais são os seus sintomas, conforme aponta a Embrapa.

 

Maçã: as frutas se tornam vulneráveis ao inseto quando atingem 2 cm de diâmetro. Como sintoma, apresentam queda dos frutos, deformação nos que estão no pé, apodrecimento e presença de larvas. 

 

Uva: o ataque da mosca-das-frutas se torna possível quando as uvas crescem do tamanho de uma ervilha. Sua presença nas videiras causa queda das bagas, apodrecimento e presença de larvas. 

 

Ameixa: assim como as macieiras, a ameixa pode sofrer um ataque do inseto-praga a partir de quando alcança 2 cm de diâmetro. Os danos causados ao fruto são a criação de galerias, a presença de larvas, o apodrecimento e a perda de consistência.  

 

Pera: é no período de pré-maturação que a mosca-das-frutas pode atacar uma produção de peras e ocasionar, assim como na maioria das outras plantações, a formação de galerias, a presença de larvas, a queda dos frutos e o apodrecimento. 

 

Goiaba serrana: se tornando vulnerável à mosca-das-frutas a partir dos seus 2 cm, a fruta apresenta queda dos frutos, apodrecimento e presença de larvas quando sob ataque das moscas. 

 

Frutas cítricas: assim como a pera, as cítricas são mais vulneráveis ao inseto no período de pré-maturação. Os sintomas de que estão sob ataque são os mesmos das outras frutas —  queda precoce, apodrecimento e surgimento de larvas. 


Pêssego e nectarina: nestes casos, o início do ataque da mosca-das-frutas ocorre no fim da safra, cerca de 30 dias antes da colheita. Essas frutas também sofrem com frutos caindo, perda de consistência, apodrecimento e presença de larvas.

Combate e controle desse inseto-praga

O monitoramento é a melhor forma de o agricultor acompanhar a população da praga no pomar. Assim, ele consegue identificar quais são os picos da sua presença e quais as épocas de maior proliferação —  situação bastante importante para garantir ações de combate de sucesso. 

Uma das formas de monitorar a mosca na plantação é por meio de uma armadilha do tipo McPhail preparada a cerca de 1,8 metro do chão e com a presença de atrativos alimentares (neste caso, uma proteína hidrolisada). 

A verificação dessa armadilha deve ser feita ao menos duas vezes por semana. Já o atrativo alimentar deve ser substituído uma vez por semana. Garantir que ele esteja disposto na armadilha na quantidade ideal é fundamental, afinal ele é o que chamará a atenção das moscas.

Com a armadilha feita, as ações de controle entram em ação quando o produtor observar uma média de 0,5 moscas por frasco ao dia. Isso é o que aponta a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). 

Verificado a presença dos insetos-pragas, é necessário entrar o quanto antes com as aplicações de isca tóxica, que contém inseticida. Aliado a isso, é essencial a pulverização de inseticidas por todo pomar. “É fundamental observar as exigências do mercado quanto ao resíduo de agrotóxicos na fruta no momento da colheita”, aponta a Embrapa.

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