Brasil
Agricultura

Desafios do Cerrado no cultivo da Uva

Confira aqui os principais desafios no cultivo da uva na região do Cerrado.

Fabiani Bender - ESALQ | USP 

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Típica das regiões frias, o cultivo da uva tem duas finalidades: produção de sucos e fermentados, e consumo “in natura”. O Brasil tem participação no mercado internacional de produção vitícola como exportador de vinhos, sucos e uvas de mesa, com os estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Pernambuco entre os principais produtores da fruta.

As videiras preferem, para seu maior desenvolvimento, climas secos com temperatura ótima para crescimento entre 15º e 30°C. Em regiões onde a temperatura é mais baixa, o ciclo de produção, consequentemente, é menor, permitindo apenas uma safra por ano, a exemplo da região Sul do país. Enquanto regiões de temperatura média mais elevada permitem obter produções mais precoces, possibilitando mais de um ciclo por ano, quando possível o controle no fornecimento de água, isso porque, as videiras apresentam uma vegetação continuada, com intensa atividade fisiológica, porém, exigindo poda, irrigação e adubação equilibradas.

Nos últimos anos a cultura da uva tem se expandido pelo país e mostra que a planta se adapta bem à temperatura elevadas, a exemplo do avanço no cultivo no Cerrado. Na região do Cerrado é possível produzir uva em uma condição de clima quente com pouca chuva, resultando em uma fruta mais doce, e com teor alcoólico ideal (sem a necessidade de outros recursos para atingir a graduação desejada), se comparada as uvas produzidas na região Sul do país.

A exigência da poda dupla, é para mudar o ciclo natural da planta e fazer com que ela amadureça no inverno. Assim, as videiras produzem duas vezes por ano e a rentabilidade do produtor aumenta. Nesse contexto, o solo exerce grande influência sobre a produtividade e qualidade das uvas pois a fertilidade deve ser tal que suporte duas produções no ano. Apesar de se adaptar a diversos tipos de solos, com exceção dos úmidos e encharcados, estes devem ser ricos em matéria orgânica, sendo os melhores aqueles de textura média. Com uma exigência hídrica entre 500 a 1200 mm, dependendo do clima e da duração do ciclo, a baixa disponibilidade hídrica do Cerrado, exige irrigações.

Portanto, a viticultura no cerrado só é possível mediante correções de acidez no solo, adubação e irrigação (que aumentam significativamente os custos de produção), exigindo um investimento inicial elevado e uma mão-de-obra especializada, que se colocam como um grande desafio para a produção da fruta. Além disso, a produção da uva compete com as lavouras de soja e milho, principais commodities nacionais, que apresentam um retorno mais rápido em função da produção mais rápida.

No entanto, a expansão no cultivo da uva na região do Cerrado nos últimos anos vem sendo alavancada pelas pesquisas e tecnologias desenvolvidas por instituições locais, que vão desde o desenvolvimento de cultivares mais adaptadas as condições climáticas locais, aliado com o uso de técnicas especificas de manejo para a região.

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