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Brasil
Agricultura

Como realizar manejo do psilídeo na lavoura de citros?

O monitoramento do vetor e da brotação dos citros, aliado ao manejo regional, possibilita um bom controle do psilídeo!

Silvane Brand - ESALQ-USP

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O psilídeo (Diaphorina citri) é o agente transmissor da principal praga dos citros, o greening ou huanglongbing (HLB). Muito embora a ocorrência do vetor seja muito anterior à da doença no Brasil, apenas após a ocorrência da bactéria causadora do HLB o mesmo passou a ser foco de controle.

O inseto vetor se desenvolve em ampla faixa de temperatura, de 10°C a 33°C, o que faz com que o mesmo se desenvolva em todas as regiões produtoras de citros do Brasil. Além disso, o psilídeo, por ser muito pequeno e leve, tem seu voo facilitado pelas condições meteorológicas, especialmente pelo vento, possibilitando seu deslocamento a grandes distâncias. O manejo do psilídeo na cultura de citros é vital para garantir produtividade.

Com relação às plantas atacadas pelo psilídeo, o inseto tem preferência pelas plantas cítricas, mas também se alimenta da seiva de espécies ornamentais, como a murta. Outro aspecto a se destacar é que o psilídeo se movimenta entre propriedades, o que facilita a transmissão da bactéria causadora do HLB, já que muitas fazendas produtoras são cercadas por pequenas propriedades onde pomares caseiros e plantas ornamentais infectadas servem de fonte de inóculo para a disseminação dessa doença. Esforços das empresas do setor citrícola resultaram na eliminação de plantas de citrus e de murta em pequenas propriedades onde o controle do psilídeo e do HLB não ocorria, o que possibilitou a redução das fontes de inóculo para novas contaminações em pomares comerciais.

Um outro fator importante na transmissão da bactéria causadora do HLB é a fase de desenvolvimento das plantas hospedeiras, já que o psilídeo tem preferência por tecidos jovens, o que ocorre durante a fase de brotação, exatamente quando há aumento da população do vetor e aumento da infecção. É nas brotações jovens que o inseto oviposita, o que facilita a alimentação das ninfas (Figura 1) e promove o aumento do número de insetos adultos. Portanto, é importante se monitorar essa fase de desenvolvimento da cultura, para se otimizar o controle do HLB.

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Figura 1. Ninfas do psilídeo em planta de citros, juntamente com um adulto.

Fonte: Agrobase Brazil

Como deve ser o manejo do psilídeo?

Uma importante ferramenta que auxilia no manejo do psilídeo é o sistema de alerta da Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura). Esse sistema é baseado no monitoramento da ocorrência da brotação nas plantas cítricas e na captura do psilídeo por armadilhas (Figura 2), sendo as informações atualizadas a cada 15 dias, quando são disponibilizados dados da evolução das capturas e do andamento das brotações dos citros. Isto auxilia o produtor já que o mesmo pode acompanhar o nível de risco de ocorrência do HLB e proceder o controle químico do psilídeo somente quando as condições forem mais favoráveis, resultando num manejo mais eficiente do vetor e da doença.

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Figura 2. Armadilhas adesivas usadas para monitorar a população do psilídeo em pomares de citros.

Fonte: Fundecitrus, 2017.

Manejo a níveis regionais e de propriedade são importantes

Apesar do controle local do psilídeo ser uma estratégia adequada, como o inseto se move de uma propriedade para outra, a Fundecitrus recomenda que o manejo também ocorra a nível regional, objetivando reduzir a população do vetor como um todo. Estudos demonstram que, caso o manejo não seja feito, a incidência da doença chega a atingir o nível de 80%, enquanto o manejo a nível de propriedade reduz essa porcentagem para 50%. Já quando o manejo é feito tanto a nível de propriedade quanto regional, a incidência da doença decresce drasticamente, atingindo cerca de 4%.

Quanto aos produtos a serem utilizados no controle do psilídeo (aplicados via drench ou tronco), os mais recomendados são aqueles a base de imidacloprid, thiamethoxam e thiamethoxam e clorantraniliprole, com efeito residual de 50 a 70 dias. No caso dos inseticidas aplicados via pulverização, os mais recomendados são imidacloprid, thiamethoxam, zeta-cipermetrina, bifentrina, beta-ciflutrina, fenpropatrina, dimetoato, spinetoram, alfacipermetrina+teflubenzuron, os quais apresentam período residual de 7 a 14 dias. Independentemente do produto a ser utilizado, os mesmos somente devem ser aplicados quando houver condições de favorabilidade de acordo como o sistema da Fundecitrus.

Além do controle químico, o controle biológico com a Tamarixia radiata vem crescendo e apresentando resultados bastante eficientes na redução da população de ninfas do psilídeo, diminuindo, assim, a população do vetor e diminuindo a ocorrência de HLB em plantas de citros.

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