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Agricultura

Qual o melhor método de irrigação em uma lavoura de café?

As plantas do cafeeiro se desenvolvem melhor, com frutos de qualidade, quando a lavoura de café conta com um sistema irrigação. Dessa forma, o cafeicultor pode controlar a quantidade ideal de água fornecida ao cafezal, permitindo que ele manifeste seu melhor potencial produtivo.

 

Definir qual o método a ser utilizado não é, porém, uma tarefa simples, uma vez que cada região apresenta condições climáticas distintas, assim como topografia e plantas com idades diferentes. 

 

A escolha do sistema correto (ou a não implantação de um desses sistemas) exige a análise de algumas características como as condições climáticas da região de plantio, a topografia do local, a disponibilidade de água no cafezal, a cultivar de café escolhida e também o tipo de solo, por exemplo.

Como saber qual o melhor sistema de irrigação para um cafezal?

Entre os sistemas mais utilizados na cafeicultura estão o sistema por gotejamento e o sistema via pivô central (ou por microaspersores). Qual o melhor entre eles? 

A resposta para esta pergunta é bastante simples e clara: aquele que melhor atender às necessidades da sua lavoura. Isso porque cada um desses métodos tem características distintas e pode ser empregado nas diferentes regiões cafeeiras do país. 

Para definir qual o melhor sistema para uma determinada área o primeiro passo é uma análise detalhada de fatores já mencionados, como características da região de plantio, disponibilidade de água, tipo de cultivar escolhida, entre outros. Vejamos:

Topografia do ambiente

Lavouras implantadas em uma área plana permitem a utilização de qualquer método de irrigação, tanto o por gotejamento, em que a água chega nas raízes das plantas por meio de mangueiras, quanto por microaspersores ou pivô central, que é quando os aparelhos irrigam as plantas de café simulando uma chuva. 

 

Agora, se a área de cultivo do cafezal tem o terreno mais acidentado e inclinado, o sistema por gotejamento é o mais indicado, já que suas mangueiras podem ser colocadas em qualquer local, diferentemente dos maquinários necessários em uma irrigação por aspersão, por exemplo. 

Idade das plantas de café

A idade das plantas disponíveis no cafezal também deve ser um critério determinante na escolha de um sistema de irrigação. Quanto mais velho um pé de café, maiores as suas raízes. 

Isso significa dizer que um cafezal jovem aproveita muito mais a água irrigada por meio de sistema de irrigação por gotejamento do que um mais velho, pois possui suas raízes próximas a planta, local em que a água chega concentrada pelas mangueiras. 

Sendo assim, quanto maiores as raízes, ou seja, mais velhas as plantas de café, melhor será o aproveitamento da água se utilizado um sistema por microaspersores ou pivô central.

Potencial de investimento disponível

Outro fator que pode auxiliar o produtor na hora de definir qual o melhor sistema de irrigação para o seu cafezal é o investimento disponível para a implantação de um sistema que garanta a água necessária para as plantas do café. 

Geralmente, o método de gotejamento necessita maiores investimentos financeiros, uma vez que a sua manutenção é mais cara. 

Já a irrigação por pivôs tem uma manutenção mais acessível e sua realização bem mais simples, quando comparada com o sistema por microaspersores, por exemplo, que possui maquinários mais caros, normalmente empregados em grandes lavouras de café.

Importância de uma análise profissional

Para definir qual o melhor sistema de irrigação em uma plantação de café, uma ótima alternativa é contar com a ajuda de um técnico ou engenheiro agrônomo.  

Esses profissionais definirão qual o melhor método a partir das características do ambiente, da cultivar adotada, da idade do cafezal e do histórico da região. 

Assim, o produtor evita gastos com a implantação de um sistema que não seja efetivo para a sua área.

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